Qualidade de Vida

07/04/2016 10:00 - Atualizado em 05/12/2016 08:06

Conheça o trabalho do médico legista

Profissional precisa reunir conhecimentos médicos e legais para atuar na solução de crimes.

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Redação

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Medicina e Direito se reúnem no trabalho do médico legista, responsável por realizar exames como corpo de delito em vivos ou mortos. Ele é frequentemente um personagem de séries e programas sobre criminalidade e tramas investigativas.

Por atuar diretamente com a polícia e outras instituições legais, o profissional dessa área é frequentemente confundido com policial ou investigador. Porém, para se tornar um legista, é necessário ter graduação em Medicina, além de especialização para obter conhecimentos específicos sobre Direito, Sociologia e outros requisitos do trabalho.

No dia 7 de abril, comemora-se o Dia do Médico Legista. Saiba mais sobre essa profissão fundamental para a solução de casos policiais.

médico legista analisa cadáver

Médico legista no combate à criminalidade

De acordo com o Mapa da Violência, organizado pela Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (Flacso), são registrados 154 homicídios por dia no Brasil. Para se ter dimensão, o dado aponta mais que o dobro das mortes ocorridas nos conflitos entre Israel e Palestina - cerca de 66 óbitos diários.

É nas situações de crime, contribuindo para a solução de mistérios, que o médico legista exerce sua atividade. Entre as principais funções do profissional, está o exame de corpo delito, que avalia os ferimentos de vítimas e elabora laudos com perícia. Em cadáveres, ele é responsável por descobrir a causa da morte e identificar a arma do crime.

A análise médica permite que as investigações avancem, já que o especialista fornece ao caso as características dos ferimentos, aponta se houve ou não tortura e crueldade e apresenta um relatório mais detalhado da morte. Com isso, os juristas podem montar o processo e tomar novos rumos na avaliação dos julgamentos criminais.

Mercado de trabalho para o legista

Não são apenas os conhecimentos em Medicina e Direito que formam um médico legista. Para seu trabalho, ele também precisa entender química, biologia, sociologia e todas as áreas afins das suas funções. Ele deve desenvolver a capacidade de conectar fatos, ter raciocínio lógico e visões abstratas, estabelecer métodos de pesquisa e, principalmente, conhecer a legislação criminal.

Para atuar como legista, é necessário prestar concurso - afinal, o cargo faz parte do serviço público. As subdivisões da função, porém, podem ser variadas.

Na antropologia forense, por exemplo, o médico estuda os meios de identificação, trabalhando com a datiloscopia e o DNA. Na traumatologia, o foco está na análise das lesões e das causas, que podem ser por asfixia, intenção criminosa, suicídio etc.

Também existem as áreas de sexologia, toxicologia, psicologia, psiquiatria, criminologia, vitimologia, infortunística e polícia científica. Todos os campos em que o médico legista atua possuem especificidades que colaboram para o desenvolvimento de casos criminais e, principalmente, para que seja possível encontrar soluções jurídicas em crimes.

Em 1886, João Alfredo Corrêa de Oliveira, presidente da chamada Província de São Paulo, assinou a Lei Nº 18, que oficializava a perícia médico-legal no Brasil. A data de hoje serve de homenagem a esse representante do governo que possibilitou a regularização da profissão no país.

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perícia
forense
crime
corpo delito

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