Qualidade de Vida

03/12/2015 06:00 - Atualizado em 04/12/2016 10:17

Como lutar contra uma vida de gordices

O novo colaborador Alexandre Abramo conta como sua vida está se transformado com alimentação e exercícios corretos.

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Alexandre Abramo

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Meu nome é Alexandre Abramo e eu sou um cara normal. Na verdade, pra ser normal eu ainda preciso emagrecer. Se pudesse resumir a minha vida, eu diria que ela foi uma enorme luta contra a balança. Às vezes, minha sensação é de que vivi entrando e saindo de dieta a vida inteira.

Fato é que aos 33 anos, quase 110 quilos, fui parar no hospital. Depois de uma bateria gigantesca de exames, chegamos à conclusão que eu tinha tido um faniquito. Essa foi a forma que decidi resumir para dizer que eu passei por uma crise de estresse, potencializada por uma saúde em péssimo estado e uma vida sedentária.

Era aquela hora que eu mesmo e as pessoas que eu amo pediram para parar. O momento de escolher se eu queria viver bem ou seguir o caminho de problemas de saúde sérios de maneira prematura.

Essa não é uma história finalizada, de superação e vitória plena. Ainda não.

Faz quatro meses que passei por tudo isso, e o que eu posso contar é como melhorei drasticamente minha vida nesse tempo e o que pretendo fazer para continuar melhorando. Para isso fundei o corregordinho.com.br, um blog em que conto minha rotina de gordo fitness (não é uma boa definição? Amigo meu que inventou. Ainda não tem nenhum no Instagram).

No momento em que decidi mudar fiz o que todo gordinho faz: saí para comprar equipamentos de corrida (você não achou que eu ia dizer para contratar um personal, achou?).

As primeiras conclusões é que roupas de corrida não têm um tamanho GG de verdade. Eles supõem que caras acima de 100 quilos não vão se exercitar. A segunda conclusão é que há opções demais de tênis. No tempo em que eu era menino você escolhia entre três: o caro, o médio e o barato. Agora tente escolher um tênis de corrida nos dias de hoje. Pisada pronada, supinada, neutra, subpronada... Não é tarefa fácil.

Acompanhamento nutricional

A segunda atitude que eu tomei também é característica de gordinhos, fui procurar um trabalho de acompanhamento nutricional. Apesar de já saber 70% do que os bons profissionais vão me dizer (os maus profissionais eu já sei 100%), fui com aquela certeza de que dessa vez vou fazer direito (aquela mesma certeza de todas as outras vezes).

Com os equipamentos corretos e um acompanhamento profissional sólido, fui fazer a terceira atitude típica dos gordinhos: uma promessa (quem nunca fez uma promessa para perder peso aí?).

Prometi a Deus, aos santos, aos orixás, ou sabe-se lá em quem você acredita, que no caso de acordar sem despertador às 6h20, eu sairia para correr.

Perceba que eu considerava a aposta muito segura. Afinal, nunca acordei antes das 8 horas da manhã sem despertador em toda a minha vida.

Não é que na manhã seguinte eu abri o olho e eram precisamente 6h20 da manhã?

A partir desse dia, passei a acordar todos os dias na mesma hora, inclusive abri um chamado no help desk para que as forças do além me permitissem descansar pelo menos um dia, já que a coisa ficou diária.

 

As mudanças

Passaram-se quatro meses e minha mudança de vida. Eu sou um cara quase 15kg mais magro hoje. Para atingir minha meta, quero emagrecer mais 10 até julho do próximo ano.

O que me assusta mais não é a meta de emagrecimento (eu já emagreci outras vezes), o meu medo é como manter essa vida daqui pra frente.

Eu não sei o que vai acontecer. Convido você a me acompanhar nessa jornada, na certeza de que aqui você lerá sempre a história de um cara normal, como você ou seus amigos e familiares, pai de um bebê, marido dedicado que precisa trabalhar todos os dias, que conta o dinheiro para pagar os tratamentos e as comidas de regime, que precisa se motivar (ou cumprir promessas) para tentar ser diferente.

Vem comigo. O caminho é longo, mas a gente pode rir dele do começo ao fim.

Um abraço e cooooooooooooooorre gordinho.

 

Alexandre Abramo é jornalista, trabalha no mercado imobiliário e é gordinho convicto desde que se entende por gente. Gosta de futebol, bacon e cerveja, mas está disposto a tomar whey protein.

Gostou da história do Alexandre Abramo? Deixe seu comentário.

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