Qualidade de Vida

08/01/2016 01:00 - Atualizado em 05/12/2016 11:59

Braile: Entenda o alfabeto das pessoas com deficiência visual

Criado em 1825, sistema chegou ao Brasil na segunda metade do século 19.

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Redação

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O braile é um dos sistemas de leitura mais importantes do mundo, que reforça a comunicação diária de milhões de pessoas com deficiência visual. Mas você sabe como ele surgiu e funciona?

Inventado pelo francês Louis Braille, em Paris, nas primeiras décadas do século 19, esse sistema foi desenvolvido para cegos lerem através do tato.

Como funciona o braile

Cada célula braile possui 6 pontos de preenchimento, o que possibilita 63 combinações diferentes - ou 64, se considerar a célula vazia. Dessa forma, é possível designar combinações de pontos para todas as letras e para pontuações da maior parte dos alfabetos.

O braile é lido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Cada ponto da célula recebe um número de identificação de 1 a 6. O 1 é representado pelo primeiro ponto superior à esquerda, enquanto o 6 é o último ponto inferior à direita (ambos no sentido vertical).

As dez primeiras letras do alfabeto (de A a J) só usam ponto nas duas fileiras de cima. Esses sinais também designam os números de 0 a 9, quando precedidos do sinal de número. O sinal de número faz parte de uma série de sinais especiais, que englobam também pontos, vírgulas, parênteses, aspas, entre outros.

Braile

História do alfabeto em Braile

De acordo com informações do Instituto Benjamin Constant, referência em questões relacionadas à deficiência visual, o sistema Braile foi inventado por Louis Braile, um jovem cego francês, no ano de 1825.

A ideia vem de uma invenção denominada sonografia, ou código militar, criada por um oficial do exército francês, chamado Charles Barbier. Braile desenvolveu, a partir de 1825, diversos estudos que resultaram, em 1837, na proposta que definiu a estrutura básica do alfabeto braile, hoje utilizado mundialmente.

No Brasil, os primeiros registros de utilização do alfabeto em Braile datam de 1854, no antigo Imperial Instituto dos Meninos Cegos, atual Instituto Benjamin Constant. Foi a primeira instituição da América Latina a utilizar o sistema.

Legislação brasileira

O artigo 1° da Lei Brasileira da Inclusão da Pessoa com Deficiência, sancionada em julho de 2015, prevê que a regulamentação é destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoas com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.

De acordo com Eliana Cunha, assessora de Serviços de Apoio à Inclusão na Fundação Dorina Nowill para Cegos, trata-se de uma lei que contempla um amplo espectro dos direitos relativos às pessoas com deficiência.

Segundo ela, a lei ajuda a garantir o direito à vida, à habilitação e reabilitação, à saúde, à educação, à moradia, ao trabalho, à assistência social, ao esporte, à cultura, ao turismo e ao lazer, ao transporte e à mobilidade, à informação e a comunicação, à tecnologia assistiva até o direito de participação na vida pública e política. “O que precisa ser feito é a aplicabilidade dos dispositivos legais, implementando o que está estabelecido pela lei”.

Isso porque, de acordo com Eliana, ainda há um preconceito em relação a pessoas com deficiência visual. Em muitos casos, elas não são aceitas em processos seletivos de empresas e têm ingresso dificultado em escolas e faculdades. “Essas barreiras devem ser vencidas para que haja uma verdadeira inclusão das pessoas com deficiência visual nos diversos espaços sociais”, finaliza.

E aí, gostou de saber um pouco mais sobre o alfabeto em braile e sobre o que diz a legislação brasileira sobre a inclusão das pessoas com deficiência? Então aproveite para compartilhar este conteúdo!

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deficiência visual
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