Qualidade de Vida

07/01/2015 05:04 - Atualizado em 04/12/2016 06:45

Ataque terrorista em Paris espalha medo no mundo

Ocorrência de ataque terrorista em jornal francês reabre discussão sobre efeitos psicológicos sobre a população.

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Redação

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Não é de hoje que as tiradas humorísticas baseadas em etnias ou crenças geram reações violentas. Mas nunca haviam gerado um final tão trágico quanto o ocorrido em Paris. Um ataque terrorista contra o jornal francês Charlie Hebdo deixou ao menos 12 mortos e diversos feridos. Os homens, que estavam com o rosto coberto, invadiram o jornal aos gritos de “Alá é grande”, citando o nome do profeta Maomé.

As manifestações realizadas pelos atiradores tinham relação com charges e publicações do jornal que satirizavam a imagem do profeta islâmico. As vítimas são apenas parte do mal que o ataque terrorista causou. Como em outros atentados do tipo, deixa um rastro de pânico e medo instalado na França e no mundo, com consequências psicológicas e físicas.

ataque terrorista

Ataque terrorista em Paris é mais um na história

Era um dia de trabalho normal na sede do jornal francês Charlie Hebdo, até que três homens encapuzados invadiram o local, realizaram disparos e fugiram. Essa não foi a primeira vez que o jornal foi alvo de terroristas islâmicos. Em 2011, após publicaçao de uma charge sobre Maomé, houve um ataque com bomba incendiária.

Mas também não é a primeira vez que grupos alegadamente ligados ao Islamismo realizam um ataque terrorista de grande repercussão. A organização Al-Qaeda assumiu a autoria de vários dos casos recentes de que se tem notícia. Em 1998, ganharam destaque mundial ao matar 224 pessoas no Quênia e na Tanzânia.

Já em 2001, a Al-Qaeda planejou e executou um ataque terrorista que ficou marcado como o maior da história. Um avião atingiu as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, enquanto outra aeronave, sequestrada pelo grupo era derrubada sobre o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Esse caso deu claras amostras da influência que ações terroristas podem ter na saúde psicológica tanto no país do atentado, quanto fora dele. A vida da população americana mudou completamente a partir daquele 11 de setembro. As medidas de segurança tomadas e o estado de alerta em que o país entrou aumentaram a tensão e até as doenças originadas no fato.

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Ataque terrorista: As consequências que ficam

As doenças psicológicas são as consequências mais comuns para quem vivencia um ataque terrorista ou precisa conviver com o pânico geral instalado. Enquanto o país não se recupera, a população se sente vulnerável.

O medo de sair de casa e de ser atacado por um desconhecido qualquer é muito comum após situações de intenso choque. “Assim como as autoridades, as pessoas também entram em estado de alerta. Ninguém sai indiferente a esse tipo de violência”, relata Maraisa Abrahão, psicóloga e psicanalista.

Entre as pessoas que são vítimas ou testemunhas dos atentados, ou de qualquer situação de ameaça e violência, é muito comum a ocorrência do Transtorno do Estresse Pós-Traumático. O distúrbio de ansiedade é caracterizado por sintomas físicos e psíquicos, como o pensamento recorrente no fato, o isolamento social e a ocorrência de taquicardia ou sudorese ao ser colocado sob pressão.

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A Síndrome do Pânico, por sua vez, costuma atingir as pessoas que, mesmo não tendo vivenciado, têm algum tipo de relação com quem foi vítima ou com o ambiente onde aconteceu o ataque. Ela também pode ser considerada como uma evolução do Estresse Pós-Traumático, já que ele se manifesta apenas no período que segue o atentado, enquanto a síndrome é mais duradoura.

A doença se caracteriza pela ocorrência de crises intensas de medo, mesmo sem sinais iminentes de perigo. É nos intervalos entre as crises que ocorre o maior sofrimento: a pessoa nunca sabe quando acontecerá um novo episódio. "Quando a gente se sente ameaçado, a gente reage. Temos uma tendência a eliminar aquilo que não conseguimos ter controle”, afirma Maraisa.

Essa é uma reação psicológica a uma ameaça já ocorrida. Quem sofre com a síndrome normalmente não consegue dormir, pois qualquer barulho parece ameaçador. Também é costume verificar se a casa está bem fechada ou se não há ninguém as seguindo na rua.

São consquências do medo que demora a partir. As cicatrizes do ataque terrorista em Paris, assim como se deu em outros países, irão demorar a ser curadas.

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