Qualidade de Vida

11/07/2015 09:00 - Atualizado em 04/11/2016 02:04

Arthur e seus dois pais: uma história feliz de adoção e família

Arthur, de 7 anos, foi adotado por Jorge e Walter há dois anos. No início, uma adaptação conturbada que virou um grande amor incondicional.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Pelo segundo ano, o Dia dos Pais será bastante especial para Jorge e Walter. Moradores de Niterói, o casal adotou há quase dois anos Arthur, natural de Natal (RN). Depois da fase de adaptação, com algumas dificuldades para Arthur sentir-se em casa, hoje os dois só celebram a chegada do filhão e a construção de uma família. Confira a história e se emocione!


O jornalista Jorge Brasil e o farmacêutico Walter Pereira são verdadeiros pais babões. E não é por menos, em abril do ano passado eles assinaram a papelada e desde então são pais de Arthur, de 7 anos. Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, o menino passou pelo processo de adoção e hoje é a verdadeira alegria da casa. “Eu sou um pai babão. Todas as brincadeiras eu faço questão de registrar”, confessa Jorge. Se o carinho é mútuo, Walter, o companheiro de Jorge, confessa que as posturas na maneira de educar são diferentes. “Sou mais rígido, o que cobra deveres escolares, põe de castigo, se escovou os dentes, etc. O Jorge é o que brinca, que rola no chão, que concede”, declara.

Roberta e Juliana: mães de Olívia e Helena

Adaptação confusa

Cientes do trabalho de acolhimento que a ONG Quintal De Ana proporciona em Niterói, Jorge e Walter checaram todas as informações necessárias para realizar um processo de adoção saudável. Com a possibilidade de adotar um menino, o casal se deslocou até Rio Grande do Norte para conhecê-lo. Ao chegar na instuição, o primeiro contato foi bastante proveitoso. “No primeiro instante, ele foi muito receptivo e carinhoso. Amor à primeira vista”, revela Jorge.

Mas se o sorriso de Arthur é hoje o de uma criança feliz, no período de adequação ele foi mais demorado do
que o esperado. Arthur custou um pouco a sentir-se à vontade com a nova família. “A chegada foi complicada. No voo ele estava agitado e queria voltar para Natal, quando chegou aqui tentou fugir, na escola arrumou confusão, um caos”, conta Jorge. Prevendo um relacionamento conturbado, Walter pensou na possibilidade de desistir do processo. “Logo que o buscamos na instituição e o levamos para o hotel pensei em desistir ali mesmo. Foi muito assustador devido ao mau comportamento dele e a possibilidade de eu não conseguir enfrentar aquela situação caso ela se estendesse”, confessa Walter.

Mesmo com a incerteza do bom relacionamento, Jorge e Walter estavam firmes sobre continuar com a adoção e, com o tempo, as atitudes ríspidas de Arthur foram se transformando em carinho. "Ele foi notando que aquela era sua nova casa e não uma casa de estranhos. Muita coisa mudou a partir daí", revela Jorge.

Casamento homoafetivo: entenda a situação no Brasil

Preconceito inexistente

Homossexuais assumidos, num primeiro momento, Jorge e Walter temeram rejeição na escola de Arthur ou até em ocasiões do dia a dia, mas hoje eles confessam que o próprio carinho do filho é a prova de que a escolha foi certa. “Graças a Deus eu falo para todo mundo que ele é o sol das nossas vidas. O próprio Arthur avisou na escola que tem dois pais e, até o momento, não sofremos este tipo de preconceito e nem ele”. Caso ocorra, o assunto será conversado em família. “Sabemos que em algum momento poderá acontecer, mas estamos preparados para isso e acredito que Arthur saberá lidar com a situação”, comenta Jorge.


Gostou da história de Arthur e seus dois paizões?

Deixe seu comentário e conheça outras histórias do Especial Pais. 

TAGS
pais adotivos
homossexuais
jorge e walter
como adotar uma criança
adoção de Arthur
homossexuais e adoção
pais homossexuais

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ