Qualidade de Vida

06/05/2015 10:32 - Atualizado em 07/12/2016 04:32

Amor de mãe não tem barreiras: Conheça um caso real

Cris Abreu é uma mãe homossexual que realizou o sonho da maternidade com a fertilização in vitro.

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Redação

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Há quase 4 anos, Cristiane Abreu deixou de atender apenas por seu nome próprio, assumindo a identidade de “mãe da Nina e do Bento”. O amor de mãe latente dentro dela fez com que, aos 36 anos, Cris assumisse o compromisso da maternidade por meio de uma fertilização in vitro, um dos recursos para uma mulher solteira e homossexual.

Bento e Nina são criados sob o lema “ser diferente é normal”. Afinal, o amor de mãe pelos pequenos é capaz de superar qualquer preconceito. Com apoio total da família e dos amigos, ela buscou uma clínica de fertilização, inseminou três embriões de um doador anônimo e, em apenas três meses, já descobriu que o Dia das Mães teria um novo significado em sua vida.

Às vésperas dessa data tão especial, conheça a primeira de uma série de histórias inspiradoras.

amor de mae

Amor de mãe nunca é convencional

Apaixonada por crianças, Cris decidia e desistia de ser mãe inúmeras vezes. Não que estivesse assustada, mas esperava “a hora certa para dividir essa vontade de ter filhos e a condição financeira adequada”, lembra ela. Porém, quando percebeu, estava com 36 anos, então tomou a iniciativa de buscar a clínica.

amor de maeMesmo sem uma parceira para compartilhar a criação de seus futuros filhos, Cris começou a se preparar para a ideia de que seu amor de mãe deveria ser direcionado aos bebês que sempre sonhou em ter.

Em dezembro de 2010, descobriu que seus pequenos gêmeos estavam a caminho.

Na clínica de fertilização, Cris não sofreu nenhum tipo de preconceito. Com a família e os amigos ao seu lado, todo o processo de gestação foi tranquilo.

Para ela, “preconceito existe e sempre existirá. A diferença é a forma como você vai se comportar diante das pessoas preconceituosas”.

Sobre a concepção de seus bebês, Cris conta: "à noite, deitada na cama, já ficava imaginando a vida deles até a faculdade e me achava louca de criar duas crianças sozinha".

Porém, ela acrescenta que "depois pensava que seriam especiais e faríamos da forma que conseguíssemos, um dia de cada vez". Foi o que ela fez até o momento de Nina e Bento nascerem.

Nasce uma mãe

“Amanhã seremos três. E agora?”, pensava a futura mamãe no dia que antecedia o parto. Em um sábado de manhã ela daria a luz a Bento e Nina, através de uma cesariana, já que um dos gêmeos não estava na posição correta para nascer.

amor de maeDepois de 38 semanas de gestação, o amor de mãe de Cris foi personificado em dois bebês, recebidos com festa pela avó, pelo tio e pelas madrinhas que aguardavam no hospital.

Após o nascimento das crianças, noites de sono tranquilas já faziam parte de uma realidade distante.

Ajudada pela mãe e pelas amigas, ela só conseguiu estabelecer uma rotina após o terceiro mês de vida dos bebês.

Hoje, as crianças já têm três anos de idade e a lembrança delas na maternidade, uma em cada lado da cama quando Cris acordou, ainda alegra a memória.

Para ela, o amor de mãe é incondicional, faz mudar as prioridades e exercer a paciência diariamente. “É tanto amor que teriam que ser dois mesmo”, afirma ela.

Os filhos de Cris crescem sabendo sobre sua origem e a orientação sexual da mãe. Para ela, o importante é que saibam como são desejadas e amadas. Para as futuras mamães, ela não garante que será fácil, mas assegura que a recompensa é grandiosa.

O que você achou dessa história de vida? Conte para nós! E não perca as novidades do Vivo Mais Saudável.

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