Psicologia Infantil

30/10/2015 06:17 - Atualizado em 05/12/2016 10:22

Visual de Shiloh Jolie-Pitt desperta debate sobre gêneros

Compreensão da família é fator decisivo para que a experiência não se torne uma frustração mais tarde.

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Redação

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A cada nova foto, Shiloh Jolie-Pitt chama atenção - não só porque os pais formam um dos casais mais badalados de Hollywood, mas também pela sua preferência por usar roupas consideradas masculinas. Recentemente, foi o cabelo curto que atraiu as lentes dos fotógrafos no desembarque da família no aeroporto de Los Angeles.

Mas, para além da curiosidade, Shiloh também desperta o debate sobre gênero. Se as questões sobre transgêneros ainda são alvo de discussões e discordâncias na vida adulta, quando o assunto é levado para a infância vale o cuidado redobrado.

shiloh jolie-pitt e família

Shiloh Jolie-Pitt se identifica como John

Com 9 anos, Shiloh parece realmente não concordar com as determinações do seu sexo biológico. Repetidas vezes, já firmou que se identifica como John. Recentemente, Brad Pitt e Angelina Jolie teriam buscado ajuda médica para saber como lidar com a situação.

Considerados os preconceitos que o assunto ainda desperta, são poucos os estudos - e também os debates - que ajudam a orientar não só os pais, mas também as crianças a assimilar esse processo de identificação.

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Na fundação londrina Tavistock and Portman NHS Trust, por exemplo, a abordagem inicial é de apenas monitorar. Como se trata de uma fase da vida que ainda é de construção e autoconhecimento, representantes da instituição explicam em entrevista à BBC que não indicam intervenção médica enquanto a criança ainda for pequena.

Em vez disso, são recomendadas sessões de apoio para toda a família. Só quando o adolescente chega na puberdade é que são oferecidos os bloqueadores de hormônios, se esse for o caso.

shiloh no colo de Brad

A importância da família no debate transgênero

Psicanalista e também especialista na área de gênero e sexualidade, Letícia Lanz lançou neste ano o livro O Corpo da Roupa, uma introdução aos estudos transgêneros.

Embora a obra converse com autores e conceitos do universo acadêmico, também não faltam relatos e passagens sobre as suas vivências desde a infância, quando o sonho era apenas um: ser mulher.

Já no primeiro capítulo, ela fala sobre família e socialização. Se por um lado é nesse ambiente - e, um pouco depois, na escola - que a criança costuma buscar apoio para se desenvolver, não são poucos os casos em que crianças transgênero crescem em meio ao sentimento contrário.

“Em toda a minha infância e adolescência, fui sistematicamente ‘desaconselhada’ de assumir minha condição de pessoa transgênera como uma manifestação absolutamente normal e espontânea do meu ‘ser no mundo’”, escreve Letícia.

Não por acaso, ela defende que qualquer política pública voltada para a população transgênera deve reconhecer a importância da família e da escola no resgate de direitos. E, mais que isso, também buscar estratégias que ajudem a mudar o comportamento social de rejeição e preconceito.

Qual sua opinião sobre esse assunto? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de orientação infantil aqui no Vivo Mais Saudável.

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Brad Pitt
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