Psicologia Infantil

04/06/2015 07:10 - Atualizado em 03/10/2016 05:48

Violência infantil traumatiza para a vida toda

Marcas da violência às crianças são permanentes e podem danificar o cérebro.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Em 4 de junho, o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão levanta novos debates acerca da violência infantil, propondo diálogos para mudar a realidade mundial quanto ao tema.

Estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1982, a data tem o objetivo de tornar visível o sofrimento dos pequenos que passaram por agressões físicas, mentais e emocionais.

Apesar do compromisso das Nações Unidas em proteger e incentivar o cumprimento dos direitos da criança, ainda há muito trabalho por parte da sociedade para que o panorama mude. Aproximadamente seis em cada dez pequenos entre 2 e 6 anos, somando cerca de 1 bilhão, já foram vítimas de abusos e punições físicas por seus responsáveis.

violencia- nfantil

Violência infantil: Crianças negras sofrem mais

O racismo no Brasil atinge milhares de crianças, mas esse fato se torna ainda mais doloroso quando se observa que mais da metade das vítimas da violência infantil são negras. Dados da Anistia Internacional mostram que os homicídios de crianças e jovens brasileiros representam 10% do mundo todo.

Além disso, as disparidades são imensas. Não são apenas os negros que representam a maior taxa de homicídios. Por faixa etária, os números diferem bastante. Entre 0 e 9 anos, o índice é de uma criança morta a cada 100 mil. Porém, entre 10 e 19 anos, o número sobe para 32 a cada 100 mil adolescentes.

Já no que diz respeito a diferenças entre homens e mulheres, os números impressionam ainda mais. Eles morrem dez vezes mais que elas. A violência faz 28 vítimas masculinas a cada 100 mil pessoas, enquanto o sexo feminino apresenta taxa de 5 mulheres a cada 100 mil.

Meninas são as maiores vítimas de agressão infantil no mundo

Enquanto a violência infantil no Brasil vitima mais meninos e negros, o mundo tem se mostrado perigoso para o sexo feminino, principalmente por causa da exploração sexual. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma em cada dez meninas já sofreu algum tipo de violência sexual.

Nas regiões Oriental e Sul da África, as taxas de prevalência da violência sexual ultrapassam os 10%, excluindo-se da lista apenas Camarões e Moçambique. Meninas grávidas também são vítimas de abuso constante, sendo que uma em cada dez já sofreu violência na gestação no Paquistão, no Haiti, em Camarões, no Congo, em Gabão e na Guiné Equatorial.

De acordo com uma pesquisa da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, os maus tratos feitos a crianças e a violência infantil não causam somente traumas psicológicos irreversíveis. Os pequenos que são vítimas de abuso podem ter seu desenvolvimento e as funções cerebrais danificados permanentemente.

Com as agressões, o hemisfério esquerdo do cérebro se desenvolve menos que deveria, aponta o estudo.

O abuso sexual e a violência doméstica são os tipos mais comuns de violência ao redor do planeta. Para evitar que as crianças passem por essas experiências traumáticas, a Unicef e diversas organizações não governamentais (ONGs) criam políticas de proteção e conscientização.

No entanto, para evitar as marcas permanentes da violência, todos devem denunciar abusos de qualquer gênero e manter um diálogo sadio com os pequenos para que sua infância seja preservada.

O que você pensa sobre a violência infantil? Deixe seu comentário. E continue acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir dicas de saúde e bem-estar.

TAGS
bem-estar infantil
violência doméstica
trauma
abuso

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ