Psicologia Infantil

26/09/2015 04:43 - Atualizado em 24/11/2016 08:41

Técnicas de memorização podem ajudar na escola

A memória não deve ser vista como algo à parte do processo de aprendizagem.

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Redação

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Desde o início do período escolar, ouvimos dizer que o ideal é aprender em vez de decorar. Ainda que essa premissa seja verdadeira, as técnicas de memorização também podem auxiliar no processe de aprendizagem dos pequenos.

Para Irene Maluf, especialista em psicopedagogia, educação especial e neuroaprendizagem, memorizar é um processo natural para aprender. A seguir, a profissional explica como estimular a memória das crianças para melhorar seu desempenho na escola.

menino aprende técnicas de memorização da tabuada

Técnicas de memorização para assimilar conteúdos

A psicopedagoga afirma que o treino de processos cognitivos e de memória, quando bem conduzido, pode ajudar na aquisição de novos repertórios.

“A aplicação prática para a melhoria da aprendizagem de conteúdo deve se realizar mediante baterias de exercícios que combinem processos cognitivos complexos que interferem na atenção e na memória de longo e curto prazo", explica a especialista.

O processo mnemônico consiste no conjunto de técnicas utilizadas para incentivar a memorização. Podem ser usados esquemas, símbolos, gráficos, palavras ou frases sobre assunto que devem ser memorizado. Porém, Irene destaca que o hábito não deve se tornar automático.

Além disso, utilizar estímulos como leitura, busca por novos idiomas, jogos de estratégia, atividades manuais artísticas e instrumentos musicais pode fazer a diferença na forma como a criança percebe pessoas e conteúdos.

A especialista ressalta que aprender é memorizar informações, mas nem sempre memorizar é sinônimo de aprender.

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Como garantir qualidade na aprendizagem

Não somente as técnicas de memorização podem auxiliar seu filho em uma aprendizagem melhor. Irene lembra da necessidade de criar um ambiente onde prevaleça o estímulo, o reforço e a motivação pelo conhecimento. Novos conhecimentos beneficia as atividades do cérebro, especialmente do córtex pré-frontal.

Ainda, alimentação saudável, horários regulares de sono, normas de comportamento e limites também são essenciais.

“Outro aspecto importante de nossa memória é o tempo ao longo do qual a construímos nas diferentes fases de nosso desenvolvimento”, aponta a profissional. Irene explica que é a chamada plasticidade cerebral que nos permite aprender, enquanto a memória nos permite guardar e usar o que foi adquirido.

“Tratam-se, portanto, de dois aspectos de um mesmo fenômeno, e por isso é estranho falarmos da memória como uma faculdade mental à parte, isolada e alheia ao processo de aprendizagem, como se fossem distintos, antagônicos ou incompatíveis”, relata a psicopedagoga.

Para ela, o objetivo das técnicas de memorização é tornar as pessoas autoras, ou seja, capazes de expor coerentemente suas ideias e seus pensamentos. Seria, portanto, acrescentar conhecimento ao conhecimento.

Isso não depende apenas de um aparelho cognitivo e emocional competente. É preciso memorização de conteúdo, de forma que as informações sejam armazenadas e relacionadas. Assim, elas são facilmente compreendidas e acessíveis a quem pensa, fala e escreve.

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