Psicologia Infantil

03/06/2015 09:16 - Atualizado em 31/12/2016 05:48

Superproteção prejudica a maturidade das crianças

Depressão e ansiedade são possíveis consequências do zelo excessivo.

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Redação

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“Leva um casaco”, “não esquece o guarda-chuva” e “já almoçou?” são frases comuns entre os pais. Esses clichês fazem parte da preocupação natural com os filhos. No entanto, quando o zelo é excessivo, a superproteção pode causar danos aos pequenos, que começam a se sentir sufocados e têm a espontaneidade prejudicada.

O limite para a proteção comum e a superproteção está quando os pais não deixam que os filhos experimentem situações sozinhos. A partir do momento em que sentem necessidade de estar perto dos pequenos a cada passo que dão, os pais comprometem não apenas a liberdade para aprender, como também a saúde física e mental deles.

Saiba como controlar o instinto superprotetor e descubra por que ele é perigoso.

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O que leva à superproteção?

Por melhores que sejam as intenções, ficar em cima da criança o tempo todo pode causar efeitos contrários, privando-a de conviver com outras pessoas e levando à timidez e a comportamentos antissociais.

Mesmo que o objetivo seja oferecer um ambiente seguro, afetuoso e participativo na vida dos filhos, a família deve permitir que as crianças errem e façam escolhas por conta própria. A participação ativa dos pais no desenvolvimento dos pequenos é indispensável, mas eles devem priorizar a autonomia da criança.

Os limites devem ser impostos em situações que prejudiquem a integridade e a saúde dos menores. Por exemplo, acompanhar o desenvolvimento e o rendimento escolar, os acessos à internet, os locais que eles frequentam e outros aspectos que possam comprometer a educação deles é bem-vindo.

No entanto, mesmo com toda a superproteção, é difícil controlar a exposição à violência, a drogas e a acidentes. Impedir que as crianças andem na rua ou se relacionem com algumas pessoas pode tornar tudo ainda mais difícil, já que elas não têm dimensão dos problemas com os quais estão lidando.

O diálogo é sempre a melhor forma de ensinar, não a privação.

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Dentro de casa pode ser pior

Brincar faz parte do desenvolvimento sadio de uma criança. Por isso, mesmo que a ideia seja manter as cabecinhas ocupadas com curso de inglês, informática, natação e balé, o tempo livre para “ficar sem fazer nada” pode ser a chave para conquista da maturidade.

Nenhum pai quer que seu filho cometa os mesmos erros que ele, mas é apenas tropeçando, caindo, sendo picado por insetos e errando que eles terão noção das consequências.

De acordo com uma pesquisa da Universidade Queens, no Canadá, os pais que se intrometem demais nas atividades acadêmicas, atléticas e sociais dos filhos acabam desenvolvendo um desinteresse neles pelas atividades ao ar livre. Mais de 700 pais de crianças entre 7 e 12 anos participaram da entrevista, que mapeou a superproteção e suas consequências para os pequenos.

Os pesquisadores descobriram que os responsáveis que cuidavam em excesso de seus filhos passaram dos 40%, sendo que as crianças apresentavam um índice mais alto de sedentarismoAs crianças mais ativas eram filhas daqueles que não monitoravam seus filhos o tempo todo.

Entre outras consequências, a superproteção leva a baixa autoestima, problemas de relacionamento, dificuldade para tomar decisões, insegurança extrema, submissão paterna, dificuldade em dialogar com os pais e, em situações mais extremas, ansiedade e depressão.

Por isso, cuidar do filho não deve ser uma tarefa limitadora e intimidadora. Converse francamente e abra algumas concessões para que a relação de vocês seja sempre harmoniosa.

Você se considera uma mãe ou um pai superprotetor? Por quê? Deixe seu comentário! E continue ligado nas novidades do Vivo Mais Saudável.

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pais e filhos
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