Psicologia Infantil

13/05/2015 01:13 - Atualizado em 09/05/2016 03:59

Saiba se o filho único cresce mimado demais

Maneira de criar a criança é o que mais influencia no comportamento do filho único.

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Redação

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Existem famílias compostas de inúmeras formas. Naquelas com filho único, é comum os pais pensarem que suas crianças vão se sentir sozinhas, com o passar do tempo. Assim, avaliam os prós e contras de um novo membro no círculo familiar.

Porém, se a ideia é que uma criança criada sozinha pode se tornar solitária e mimada demais, não é necessário se preocupar. Confira quando a experiência de ter apenas um filho pode ser boa ou ruim.

filho unico

Quando o filho único se sente sozinho?

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de fecundidade das brasileiras vem caindo muito ao longo dos anos. Atualmente, o índice apresenta menos de dois filhos por mãe, no país.

O fenômeno tem como principal causa o processo de urbanização. Os pais se preocupam com os gastos na criação dos filhos e já não precisam mais das crianças para auxiliar no trabalho do campo.

Porém, nem sempre a opção pelo filho único vem da preocupação financeira ou de recursos materiais. Tabus como malcriação, falta de senso de divisão, egocentrismo e superproteção das crianças sem irmãos também pesam.

Na verdade, essas questões dependem muito mais do tipo de criação dada pelos pais que do fato de os pequenos serem educados sozinhos.  O importante é ensinar que respeitem as diferenças e não pensem apenas no próprio umbigo.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, a escola já funciona como um equalizador para o filho único. Para eles, as crianças não precisam ter irmãos apenas para aprender as normas de convivência social, que podem ser desenvolvidas com colegas, primos, familiares, vizinhos e amigos.

A solidão pode afetar a pessoa sem vínculos fraternais em situações específicas, como a morte dos pais, que exige um apoio afetivo maior. Outro período mais complicado para driblar a falta de um irmão é a adolescência, quando o jovem busca compartilhar suas vivências. Porém, com equilíbrio emocional, qualquer dificuldade pode ser superada, haja irmãos ou não.

Filho único pode ser mais ligado aos pais

Pessoas são suscetíveis a erros e as atitudes sempre dependem de índole e caráter. Mas, geralmente, quando um filho não tem irmãos, pode ter uma relação mais estreita com os pais. Isso pode ser bom ou ruim.

Como é o único foco na família, o pai e a mãe tendem a observar todos os passos, podendo “sufocar” a criança. É necessário dosar os momentos para que o filho único seja criado com carinho, mas sem superproteção.

Quando os pais estão indecisos sobre ter um segundo o filho, não devem se basear apenas no comportamento das crianças, mas sim no que desejam para a família. As expectativas e a própria concepção de felicidade do casal e dos filhos é que devem dizer se o grupo familiar terá três, quatro, cinco ou mais integrantes.

Você é filho único? Conte sua experiência para nós! E não esqueça de acompanhar o Vivo Mais Saudável para conferir mais dicas de psicologia infantil.

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