Psicologia Infantil

05/02/2015 10:28 - Atualizado em 25/11/2016 09:17

Saiba o que é alienação parental e como combatê-la

A alienação parental pode levar à perda da guarda dos filhos, além de traumatizá-los.

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Redação

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O termo alienação parental é relativamente novo. Surgiu em 1985, por meio das pesquisas do psiquiatra americano Richard Gardner. A prática, porém, já é velha conhecida de muitos filhos de pais separados. A expressão se refere ao fato de um dos pais, num processo de separação, colocar o filho contra o outro responsável.

alienacao parental

Muitos não sabem que praticam a alienação parental

A alienação parental se dá por parte do pai ou da mãe que tem a guarda da criança. Começa de maneira sutil: o adulto manipula os sentimentos do filho, colocando-o contra o outro. Os motivos envolvem sentimentos de abandono do cônjuge e raramente dizem respeito à própria criança.

Para muitos pais, a distorção do caráter do outro se torna em uma forma de vingança. O resultado são interferências na convivência da criança com essa pessoa.

Por ser uma prática cruel e que causa danos psicológicos aos filhos, o Brasil aprovou, em 2010, a Lei 12.318. O texto define alienação parental como "a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade".

A lei acrescenta, de forma clara, que alienador é aquele que "repudie o genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este".

Desqualificar um dos pais, omitir informações e espalhar calúnias para dificultar a convivência com o filho são infrações previstas. Há até mesmo casos de mudança injustificada de domicilio para evitar que o ex-cônjuge veja a criança. A punição pode variar de acordo com o caso e resultar em multa, em acompanhamento psicologico e até na alteração da guarda.

As consequências da alienação parental são filhos que absorvem os aspectos negativos da separação. Eles começam a nutrir raiva por um dos pais, perdem o foco na escola e repudiam o pai ou a mãe sem real motivo, já que o sentimento foi herdado do guardião.

Em alguns casos, com o passar dos anos, a criança se dá conta que foi influenciada pelo alienador e, ao se aproximar do outro pai, percebe o tempo de convivência que perdeu. Isso pode aflorar outro sentimento, que é o de voltar-se contra o alienador.

Porém, quando a justiça intervem na relação familiar, é necessário considerar o contexto. Afinal, as restrições impostas pelo responsável podem ter algum fundamento. É o caso de pais violentos, com problemas com a justiça ou com distúrbios psicológicos. Nessas situações, a convivência com a pessoa prejudica muito mais a criança que a ausência dela.

Como combater a alienação parental

Se você passar por um processo doloroso de separação, entenda que os problemas que levaram ao término da relação são apenas dos pais. Eles não devem, de forma alguma, ser absorvidos pelos filhos, salvo casos motivados por violência contra os envolvidos.

Observe a criança para saber se ela apresenta alterações no comportamento em relação ao pai que não possui a guarda. Caso haja mudanças significativas, reveja a forma como você apresenta esse pai à criança. O bem-estar do filho deve estar acima de qualquer divergencia emocional entre o casal.

Pais e mães que estejam sendo vítimas da prática de alienação parental devem procurar ajuda jurídica para intermediar o caso.

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