Psicologia Infantil

06/08/2015 01:08 - Atualizado em 01/01/2017 03:55

Saiba lidar com o transtorno de conduta do seu filho

Comportamento violento e quebra constante de regras são comuns em pacientes com o problema.

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Redação

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Um conjunto de problemas comportamentais e emocionais pode representar transtorno de conduta. Um padrão repetitivo de ações antissociais e agressivas ou de violação de regras pode ser indício de que a pessoa precisa de acompanhamento profissional, especialmente durante o crescimento.

Segundo Lee N. Robins, no artigo Conduct Disorders, publicado no The Journal of Child Psychology and Psychiatry,  o problema é um dos transtornos psiquiátricos mais frequentes na infância e um dos maiores motivos de encaminhamento ao psiquiatra infantil.

transtorno de conduta menino brigando com outro

Características do transtorno de conduta

Segundo um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, em 2014, os transtornos mais frequentes encontrados na infância e na adolescência são depressão, transtornos de ansiedade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno por uso de substâncias e transtorno de conduta.

Os fatores mais associados aos diferentes tipos de condições podem ser genéticos, ambientais e biológicos. A mesma pesquisa afirma que o transtorno de conduta tem crescido nas últimas décadas, em especial nas áreas urbanas.

Enquanto um estudo canadense encontrou um prevalência em torno de 5,5%, países em desenvolvimento apresentam um índice de até 30%. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a média global da taxa de prevalência de transtornos mentais entre crianças e jovens é de 15,8%.

Enquanto algumas crianças e jovens desobedientes, com dificuldades de seguir regras e se relacionar de maneira efetiva, são encaminhados para ajuda clínica com "distúrbio de conduta", nem sempre eles se encaixam na categoria de transtorno.

O transtorno de conduta é representado pela tendência permanente em apresentar comportamentos ruins, indiferentes sobre o sofrimento causado a terceiros, além de dificuldade de ver os próprios atos como algo errado.

Esse comportamento costuma impactar mais as pessoas ao redor do paciente que ele mesmo. Crianças e jovens que lidam com o problema têm dificuldades de ver que suas atitudes estão erradas e, assim, não fazem nada para corrigi-las ou mudá-las.

Os critérios de diagnóstico giram em torno de possibilidades de comportamento antissocial, tais como brigas corporais frequentes, uso de armas que gerem ferimentos, crueldade com pessoas e animais, crimes como assaltos ou vandalismo, fuga de casa ou da escola, entre outros.

A condição está frequentemente associada a outros problemas emocionais, como TDAH. Além disso, o transtorno de conduta também envolve baixo rendimento escolar.

Como lidar com o problema

Os tratamentos para lidar com o transtorno são bastante variados, dependendo diretamente do caso do paciente. Eles incluem intervenções familiares e no ambiente escolar e, quanto antes forem iniciados, mais chances de sucesso nos resultados têm.

Em casos mais brandos, a psicoterapia pode ser suficiente, mas em outras situações é necessário o acompanhamento mais direto ao paciente, especialmente quando ela já tenha cometido delitos mais graves.

Os pais devem estar atentos ao comportamento dos filhos desde os primeiros anos. Conversar com os professores sobre como a criança ou adolescente age na escola também ajuda no diagnóstico precoce do problema.

O mais importante é não ignorar os sinais. Os pacientes precisam de apoio daqueles que o cercam e a ajuda profissional possibilitará o controle e evitará envolvimento em problemas mais graves.

Seu filho já apresentou problemas de comportamento? Como você lidou com a questão? Compartilhe sua história e ajude outros leitores! E aproveite para conferir mais dicas de bem-estar e orientação infantil aqui no Vivo Mais Saudável.

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