Psicologia Infantil

06/08/2015 09:01 - Atualizado em 03/12/2016 09:24

Proteja seus filhos da pedofilia na internet

Redes sociais e bate-papos são alguns dos canais que colocam crianças e adolescentes em situação de risco.

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Redação

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É cada vez mais frequente e comum crianças terem livre acesso a redes sociais. Porém, ferramenta de comunicação virtual é um canal recorrente de casos de pedofilia. Para evitar esse tipo de situação, os pais devem estar atentos ao que os filhos estão fazendo quando estão no computador.

A pedofilia está entre as doenças classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) entre os transtornos da preferência sexual. Pedófilos são pessoas adultas que têm desejo sexual por crianças - meninas ou meninos - do mesmo sexo ou de sexo diferente.

A divulgação de fotos de conteúdo sexual envolvendo menores de idade é crime, segundo o o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Além disso, o Artigo 227 da Constituição Federal afirma que a lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente.

pedofilia mãe e filha no computador

Pais devem estar atentos ao acesso dos filhos

De acordo com um estudo da University of Porstmouth, da Inglaterra, divulgado em 2015, 83% do trafégo na chamada deep web tem relação com pedofilia. O canal oculto requer acesso diferenciado, fora do navegador comum, e não tem o seu conteúdo indexado pelos mecanismos de busca padrão.

Outro dado preocupante foi divulgado pela Telefono Arcobaleno, associação italiana destinada à luta contra a pedofilia na internet: entre 2003 e 2009, este tipo de crime cresceu 149%.

A ONG Bandeiras Brancas, fundada pelo jornalista e publicitário Brunno Barbosa, surgiu com a ideia de identificar, explicar e encaminhar para tratamento pessoas que foram em busca de fotos de crianças na internet. “A busca na internet por fotos de crianças nuas pode ser um começo, um indício antes de acontecer um ato em si”, explica Brunno.

Como forma de proteger os menores de possíveis abusos de pedófilos, especialmente na internet, o fundador da ONG explica que é importantíssimo que os pais monitorem os filhos e conversem sobre o assunto.

“Sabendo do que se trata, elas ganham mais confiança para, se algo acontecer, contar aos pais ou responsáveis. Existem alguns softwares para monitorar também os passos da criança na rede”, alerta o jornalista.

A importância da ajuda

Brunno explica que poucos pedófilos buscam ajuda. “Para os que buscam fotos, ou acham que têm interesse, o primeiro passo é fazer um autodiagnóstico”, diz.

O tratamento da pedofilia é feito inicialmente com psicoterapia de um tipo específico: a cognitivo-comportamental, com foco no comportamento sexualmente desviado do paciente. A função do especialista é manter o funcionamento sexual do paciente.

“As medicações servem para controlar o impulso altamente desviado e proporcionar a oportunidade de ele redimensionar as escolhas através da modificação das fantasias sexuais. O tratamento, apesar de não curar, pode ajudar a evitar os crimes”, adiciona o fundador da ONG.

Você está atento ao conteúdo que os seus filhos acessam pelo computador? Como você lida com o assunto? Conte para nós! Converse com as crianças sobre os perigos dos relacionamentos via internet e monitore o uso de forma responsável. Aproveite, ainda, para conferir outras dicas de bem-estar e de educação infantil aqui no Vivo Mais Saudável.

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abuso sexual
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