Psicologia Infantil

02/07/2015 08:05 - Atualizado em 08/12/2016 06:09

Problemas na escrita são sintomas de disgrafia

Condição se caracteriza por uma dificuldade de desenhar as letras corretamente.

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Redação

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As crianças estão aprendendo a ler e escrever cada vez mais cedo e rápido, devido ao acesso à tecnologia e a outras formas de estimulação. Porém, algumas podem ter dificuldade na aprendizagem, demorando mais para desenvolver a assimilação da escrita. Quando esses casos se apresentam mais agravados, podem se caracterizar como disgrafia.

Em geral, a criança que sofre com esse problema não consegue desenhar a letra corretamente, escrevendo com dimensões irregulares, tremores, angulações e inclinações. Essa condição não é considerada uma doença e pode ser revertida com o tratamento adequado.

Entenda o que é a disgrafia

A disgrafia é considerada uma dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem, causando alterações na escrita e na assimilação das letras.

Frequentemente, o problema é confundido com má caligrafia ou letra feia, pois a criança escreve com traços pouco precisos ou muito fortes. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia correta da letra e também porque o pequeno não consegue controlar os movimentos.

Por esse motivo, a criança escreve devagar para tentar recordar o grafismo, o que acaba deixando a letra ainda mais ilegível.

disgrafia

Outras características são:

- Escrita desorganizada, tanto das letras para formar as palavras quanto da noção de espaço na folha

- Letras retocadas

- Omissão de letras

- Palavras, números e formas distorcidas

- Tamanho muito pequeno ou muito grande e espaço entre as linhas

- Palavras e letras irregulares.

Existem dois tipos de disgrafia. A primeira é a motora (discaligrafia), em que a criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação para escrever. Ou seja, reconhece a figura gráfica, mas não consegue reproduzir os movimentos.

Já na disgrafia perceptiva a criança não consegue fazer relação entre o símbolo e as grafias que representam os sons das letras.

Entre as causas da disgrafia, estão distúrbios de motricidade. Mas o problema - assim como outras dificuldades de aprendizagem, a exemplo da dislexia - não é considerado uma doença. Ele é uma dificuldade que pode ser revertida com tratamentos e o acompanhamento adequado.

Como tratar o problema

O melhor tratamento para a disgrafia depende da gravidade de cada caso. Se a dificuldade é percebida pelos pais ou professores logo no início do processo de aprendizagem da criança, o tratamento de torna mais fácil e rápido. Por isso, é importante que qualquer sinal incomum seja avaliado por um profissional, a fim de diagnosticar o problema precocemente.

Em geral, os tratamentos desenvolvem técnicas de estimulação linguística global e um atendimento individualizado complementar à escola. O primeiro passo é conversar e explicar para a criança sobre o seu problema e ajudá-la de forma positiva, identificando a melhor maneira para ela aprender.

Algumas dicas para pais e professores são: não repreender a criança, mas sim mostrar o jeito certo; reforçar de forma positiva sempre que o aluno conseguir realizar uma conquista; dar mais ênfase à expressão oral nas avaliações; evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas.

Gostou do artigo? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas do Vivo Mais Saudável para o bem-estar do seu filho e de toda a família. 

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