Psicologia Infantil

27/06/2014 09:00 - Atualizado em 08/12/2016 10:39

Objeto de transição dá segurança à criança. Entenda a importância

Um exemplo de objeto de transição é o ursinho de pelúcia.

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Redação

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Um aspecto muito particular dos primeiros anos de uma pessoa é o objeto de transição. Trata-se de algo que traz algum conforto para a criança, uma coisa à qual ela se apega e carrega para todo o lado, não largando de maneira nenhuma nos momentos de angústia, medo, vergonha, tristeza, insegurança ou na ausência dos pais.

O que você precisa saber sobre o objeto de transição

O objeto de transição pode ser uma fralda de boca, um paninho, um cobertor, um ursinho de pelúcia ou um boneco. Geralmente é algo macio, que pode servir quase como um travesseiro quando o pequeno está recolhido para descansar.

Foto: Shutterstock

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Na maioria das vezes, a criança começa a se apegar a um objeto desde o primeiro ano. É nesse momento que o filho se distancia da mãe, porque ele já está consumindo outros alimentos que não o leite materno e porque muitas vezes ela volta ao trabalho, passando menos tempo com ele.

O objeto de transição serve para confortar a criança, compensar a ausência da mãe de alguma maneira. A figura materna traz uma sensação de segurança, portanto quando ela fica mais distante o filho sente isso e se apega a esse objeto, que leva até para a hora de dormir. O apego é tão grande, que o pequeno não costuma gostar quando ele é substituído ou lavado. O ursinho, ou pano, ou boneco, serve também como amigo, com quem a criança pode até mesmo desabafar e exercitar o seu imaginário.

Objeto de transição é importante para a criança

Não tem nada de errado em ter um objeto de transição. Pelo contrário: se ele vai ajudar a criança a se sentir menos angustiada, isso é ótimo.

Na maioria das vezes, a criança não escolhe um brinquedo ou objeto para se apegar dessa maneira por conta própria, e sim influenciada pelos pais. É bom que seja assim, pois desse modo você pode pensar no que é mais adequado.

Procure um bichinho de pelúcia, travesseirinho ou fraldinha de boca que o seu filho irá gostar. Certifique-se de que é feito de um material antialérgico e confortável, pois se der certo ele irá carregar o objeto pra cima e pra baixo.

Ofereça-o à criança e veja se acontece a sintonia. Às vezes demora um pouco até o pequeno se apegar de fato ao objeto, mas vale a pena insistir um bocadinho. Claro que você não vai forçar ela a andar com ele o tempo todo, mas deixar o ursinho sempre do lado da cama ou no berço, por exemplo, é uma maneira de facilitar o processo.

Quando o objeto de transição não é necessário

No entanto, saiba que algumas crianças não terão objeto de transição, porque por algum motivo não vão precisar. Portanto, se o seu filho não se apegar a nada, não se preocupe e não insista. Também é importante saber que, por mais que essa seja uma maneira de compensar a distância da mãe, o objeto de transição não substitui as pessoas. Você nunca pode abdicar de dar carinho ao seu filho.

O desapego ao objeto de transição costuma acontecer naturalmente. Não há uma idade certa para isso acontecer, mas costuma ser por volta dos 3 anos de idade; em alguns casos, a criança continua se apegando até os 5 anos. Isso só pode ser tornar um problema caso a criança está deixando de participar de atividades coletivas para ficar só com esse brinquedo. Nesse caso, considere conversar e descobrir por qual motivo o apego continua.

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