Psicologia Infantil

18/03/2016 05:00 - Atualizado em 24/11/2016 10:02

Medos infantis merecem atenção: Confira 4 dicas

A criança deve se sentir compreendida para superar suas inseguranças.

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Redação

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Muitos pais já vivenciaram a cena: ao colocarem o filho na cama, são surpreendidos por choro e pela insegurança do pequeno de ficar sozinho no quarto. Esse e outros medos infantis são bastante comuns no desenvolvimento das crianças, mas merecem atenção.

O medo é um estado emocional que faz parte da natureza humana, ativando os sinais de alerta do corpo diante de possíveis perigos. Especialmente até os 5 anos de idade, as crianças tendem a apresentar essas manifestações com mais frequência.

Seja medo de ir para a escola, de dormir sozinho ou de ficar na casa de um parente, o temor é atenuado com carinho e apoio dos pais. Confira a seguir algumas dicas para lidar com essas situações.

criança com medos esconde o rosto

4 dicas para os medos da criança

Para enfrentar os medos infantis, a criança precisa se sentir protegida e compreendida. Confira como você pode ajudar.

1. Não faça pouco caso

Mesmo que os medos pareçam irracionais ou bobos, os pais não devem se esquecer de que aquilo é real e sério para a criança. Rir ou menosprezar essas inseguranças pode comprometer o desenvolvimento infantil, além de refletir em comportamentos até mesmo na vida adulta. O ideal é que os adultos sejam compreensíveis, mostrando que ter medo não é problema, mas é preciso aprender a lidar com isso.

2. Ajude seu filho a vencer os medos

Especialmente as crianças menores acabam correndo para a cama dos pais por temerem monstros embaixo da cama ou dentro do armário. Deixar o filho dormir com o casal é, sem dúvida, a atitude mais fácil. No entanto, isso pode contribuir para uma confirmação de que, de fato, há algo no quarto da criança.

O ideal é que os pais peguem a criança pela mão com gentileza e mostrem que não há nada a temer. Evidentemente, isso deve ser feito de maneira carinhosa e compreensível, não como uma "punição".

3. Utilize os objetos transicionais

Um urso de pelúcia, uma boneca ou um cobertor favorito são itens que podem reduzir a ansiedade da criança ao ir dormir. Ao ter algo familiar à mão, os pequenos se sentem mais seguros para enfrentar os temores.

4. Fale sobre os medos reais

Crianças maiores de 6 anos de idade tendem a desenvolver temores mais reais, como acidentes, quedas e assaltos. Os pais devem conversar com os filhos a respeito desses assuntos para que os pequenos possam construir noções de perigo. Isso tudo deve ser feito para que eles identifiquem possíveis riscos e se mantenham em alerta.

Quando procurar ajuda

O medo faz parte do desenvolvimento psicológico da criança e é natural, até certo ponto. Porém, quando há uma angústia além do normal, que persista mesmo com a explicação dos pais, é importante contar com a ajuda de um profissional.

A linha entre um medo natural e uma fobia é bastante tênue. Isso exige atenção dos pais, especialmente quando a insegurança começa a refletir negativamente na qualidade de vida da criança, afastando-a do contato social ou fazendo com que ela perca o interesse em certas atividades.

A partir daí, é importante conversar com um psicólogo. Um profissional estará apto para identificar as motivações de determinados temores, além de encontrar as maneiras mais saudáveis de lidar com esse tipo de situação.

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fobia
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