Psicologia Infantil

30/09/2015 07:14 - Atualizado em 10/11/2016 07:18

Madrasta não é megera: Saiba lidar com a situação

Os papéis de cada pessoa na criação dos filhos devem estar bem definidos.

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Redação

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“Era uma vez uma princesa maltratada pela madrasta”. Você já deve ter ouvido muitas histórias assim. Essa figura que “toma o lugar da mãe” sempre foi caracterizada pela crueldade e pela inveja.

Fora dos contos de fada, porém, essa relação é diferente. Nem sempre é das mais fáceis, é verdade, mas dá para encarar numa boa a convivência entre crianças e a nova esposa do pai. Saiba como manter a empatia com os enteados para que vocês descubram, juntos, uma nova e prazerosa forma de se relacionar.

menina abraçada na madrasta

Madrasta não pode ser invasiva

O segredo, para começar, é a descoberta dos papéis. A madrasta não pode invadir o espaço da criança, mesmo que tenha as melhores intenções do mundo. É fundamental estar ciente de que o pequeno abrirá esse caminho no seu próprio tempo.

Também é importante lembrar que ninguém quer competir pela atenção do pai ou tomar o lugar da mãe. Cada pessoa tem seu espaço, que não pode ser substituído, na relação.

Os especialistas explicam que, quando se inicia um relacionamento e o companheiro já tem um filho, é ele quem precisa conversar primeiro com a criança e depois apresentar a nova parceira. Dependendo do grau do envolvimento do casal, pode ser que primeiro a mulher deva ser apresentada como amiga.

Esse tempo poderá ser estratégico para que a criança se acostume com a ideia de uma nova pessoa na vida do pai. Caso o homem não tenha a intenção de um relacionamento sério e duradouro, é melhor que ele nem apresente a mulher ao filho, pois poderá estabelecer uma confusão na mente da criança.

Por outro lado, se o relacionamento é para valer e a nova companheira vai passar mesmo a conviver com o pequeno, é melhor aceitar que a evolução precisa acontecer devagar e com cuidado.

É claro que tentativas de aproximação com presentes e passeios são válidas, desde que sejam verdadeiras e sinceras. Porém, forçar a barra não funciona, pois a criança pode perceber e tratar a madrasta com desconfiança e afastamento.

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Sinceridade é a base para a conquista

Agindo com naturalidade, a madrasta pode ser uma excelente companhia, estando presente em momentos difíceis e conquistando a amizade do pequeno com ações sinceras.

É possível que, com a convivência, ela precise ajudar em medidas educativas e até repreender a criança, em caso de malcriação. Apesar de não ser a responsável, de fato, pelo pequeno, ela acabará se tornando uma referência.

O importante é não criar conflitos com a mãe do enteado e agir de acordo com o combinado entre os pais da criança. Essas questões são bastante delicadas. Por isso, uma conversa franca com o parceiro é sempre o melhor caminho para resolver possíveis situações de conflito.

Se as pessoas envolvidas tiverem ciência de seus papéis, preservando a segurança emocional e o bem-estar da criança, tudo deve caminhar para uma relação saudável.

Se, por um lado, a madrasta não precisa competir com a criança pelo pai, também não há a menor necessidade de competir com a ex-companheira e mãe. Cada personagem dessa história tem o seu espaço assegurado. E ninguém precisa fazer as vezes de bruxa má.

Seu companheiro tem filhos de outro relacionamento? Como é a relação entre vocês? Deixe seu comentário e compartilhe sua história com outros leitores do Vivo Mais Saudável!

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