Psicologia Infantil

05/11/2015 07:27 - Atualizado em 09/05/2016 04:34

Licença paternidade: Aproveite esse direito

Embora não seja considerado o tempo ideal, o período ajuda a aproximar pai e filho.

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Redação

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Assim como a oferecida às mães, a licença paternidade é um direito garantido aos pais. Logo após o parto, eles contam com cinco dias para ajudar nos cuidados do bebê e estreitar os laços afetivos desde os primeiros momentos.

Porém, se por um lado esse período é considerado fundamental, por outro ele tem gerado discussões. Entendido como curto demais, ele dificulta o acompanhamento do recém-nascido e acaba, não raro, sobrecarregando a mãe.

pai em licença paternidade junto com filho recém-nascido

A importância da licença paternidade

Desde que a criança nasce, o contato com os pais não é só uma maneira de criar vínculos, mas também a melhor forma de estimular o desenvolvimento, o aprendizado e a capacidade de se relacionar com o ambiente ao redor.

Não é à toa que a licença remunerada do trabalho é fundamental para que a família possa se organizar e aproveitar o momento ao máximo. O problema é a disparidade de tempo prevista na legislação brasileira. Se para os homens o período é de cinco dias, entre as mulheres ele é de, no mínimo, 120.

Com a diferença, todos os cuidados acabam recaindo sobre a mulher. O resultado é dificuldade em encontrar uma divisão justa, em que os dois possam dar atenção ao bebê e também colaborar nas tarefas domésticas.

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Propostas para aumento da licença paternidade

Embora a licença paternidade ainda seja restrita, não faltam iniciativas para mudar essa realidade no país. Uma delas, proposta pelo deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), propõe um aumento do período para 15 dias.

No entanto, a mudança também dependeria da aprovação do empregador, como já acontece no caso da licença maternidade de 180 dias, em que o aumento ocorre quando a empresa participa do Programa Empresa Cidadã.

Outro projeto é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que prevê um aumento para 30 dias, também com ampliação da licença remunerada para as mulheres, que passaria para 180 dias mesmo nos casos que não se encaixam nas especificações atuais.

Ainda assim, se comparadas ao tempo de licença oferecido em alguns países, as propostas brasileiras são pequenas. Na Noruega, por exemplo, é aplicado o conceito de licença parental, em que até 46 semanas podem ser dividas entre o pai e a mãe, de acordo com as necessidades da família.

E você, o que acha da licença paternidade no país? Deixe um comentário! Aproveite também para conhecer outras dicas de bem-estar e orientação infantil aqui no Vivo Mais Saudável.

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