Psicologia Infantil

26/05/2015 11:04 - Atualizado em 06/11/2016 07:04

Guarda de filhos deve considerar o bem-estar das crianças

Numa separação, os pais devem priorizar o convívio de ambos com os pequenos.

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Redação

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A separação é algo bem comum, mas, quando o casal tem crianças, é preciso ter alguns cuidados para lidar com a situação. A presença tanto do pai quanto da mãe é importante para o desenvolvimento dos pequenos. Por isso, a decisão da guarda de filhos deve sempre considerar o melhor para todos.

Na maioria dos casos, a criança fica com a mãe, o que costuma distanciar a relação entre pai e filho, prejudicando o convívio e trazendo problemas emocionais para o menor. No final de 2014, uma nova lei foi sancionada no Brasil, priorizando a guarda compartilhada. Entenda melhor o caso.

guarda de filhos

Saiba mais sobre os tipos de guarda de filhos

Ambos os pais são responsáveis pela guarda, pela educação e pelo sustento dos seus filhos, mesmo depois da separação. Além de resolver aspectos legais relacionados ao divórcio, o casal também deve se preocupar com a regulação da guarda de filhos, colocando sempre as necessidades das crianças à frente dos próprios direitos.

A guarda de filhos pode ser individual ou compartilhada, sendo decidida em conjunto pelos pais. Na ausência de consenso entre o casal, a decisão pode acontecer por determinação judicial. Geralmente, a justiça estabelece a guarda uniparental, que prevê que a criança fique com um dos genitores, cabendo ao outro o direito de visitar e ajudar com pensão alimentícia.

Segundo a Associação de Pais e Mães Separados (Apase), 85% das mães têm a guarda das crianças, no Brasil. A tutela única pode trazer desequilíbrio emocional para o filho, que se sente dividido e afastado do pai. Na maioria dos casos, essa opção não atende aos interesses e aos desejos do menor, satisfazendo apenas um dos pais.

Visando a diminuir esses números e os efeitos negativos para as crianças, uma nova lei sobre guarda de filhos foi sancionada em 2014. Com a mudança na diretriz, a guarda compartilhada será sempre priorizada, dividindo o tempo de convivência de forma equilibrada entre os pais, a não ser que um dos dois abra mão desse direito.

Essa decisão se aproxima da estrutura familiar anterior e proporciona mais estabilidade para a criança.

Como garantir o bem-estar das crianças

Segundo estudos feitos pelo Instituto Glia, de São Paulo, publicados na Cartilha do Educador em 2010, a separação dos pais é um fator de risco para problemas mentais e de rendimento escolar.

Conforme os dados, filhos de pais separados têm um risco 46% maior de ter baixo desempenho na escola. Além disso, as crianças podem se tornar mais inquietas e distraídas, além de inconstantes no humor e com mais dificuldades para se relacionar e enfrentar novas situações.

Para diminuir o risco dessas e de outras complicações, os pais devem manter uma relação de confiança e segurança com as crianças, independentemente da guarda de filhos. O diálogo é o principal método, conversando abertamente sobre a separação e comunicando as mudanças que irão ocorrer no convívio da família.

É importante deixar claro que a separação é entre o pai e a mãe, e não entre os pais e os filhos. As crianças continuarão convivendo e sendo amadas por ambos, sendo possível e natural que os menores se sintam bem numa família com os pais separados.

O que você pensa sobre guarda de filhos? Conte para nós! E continue acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir mais dicas de educação infantil.

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