Psicologia Infantil

04/01/2015 11:11 - Atualizado em 09/12/2016 02:41

Gêmeos siameses ainda são desafio para os médicos

Com corpos colados, gêmeos siameses podem permanecer assim quando risco cirúrgico for elevado.

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Redação

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Você já deve ter ouvido falar de gêmeos siamesesIdênticos e colados um ao outro, eles são frutos de uma mutação genética que acontece quando um óvulo é fecundado duas vezes. É essa alteração que impede a formação de dois corpos separados. Apesar dos avanços da ciência, ainda representam um desafio para a Medicina.

gemeos siameses

Gêmeos siameses podem compartilhar órgãos

Os siameses podem permanecer unidos pelo tronco e cada um ter seus órgãos funcionando corretamente. Em outros casos, pode ocorrer de terem um único órgão, compartilhando o mesmo fígado, coração, pulmão e genitália, por exemplo.

Quando o organismo é independente, recomenda-se a realização de uma cirurgia para separação. No entanto, os órgãos compartilhados impedem o procedimento cirúrgico sob risco de morte de um ou ambos os gêmeos.

Logo no início da gravidez, é possível identificar a alteração nos genes que caracteriza a presença de gêmeos siameses. Através de uma ultrassonografia, o médico vê como estão se desenvolvendo os irmãos e recomenda a cesárea, única forma de retirar os bebês. Apesar de poderem viver vários anos e procriarem, são raros os casos em que os siameses chegam à vida adulta.

Cirurgia de separação de gêmeos siameses

gemeos siamesesSomente em alguns casos os gêmeos siameses podem ser submetidos a uma cirurgia de separação. O procedimento é bastante complexo e pode ser inviável quando há compartilhamento de um único cérebro ou coração.

Gêmeos unidos pela cabeça geralmente tem uma boa expectativa de vida, mas precisam conviver para sempre grudados. A vitalidade e relevância dos órgãos para o organismo é requisito para a cirurgia, que não é feita em grande parte dos irmãos.

O risco de morte no procedimento é alto - chega a 20%, segundo a literatura médica. Malformações internas são uma das complicações no caso de gêmeos siameses, que dificilmente sobrevivem após o primeiro ano de vida.

Siameses precisam aprender juntos

Na maioria dos casos, é necessário que os gêmeos siameses aprendam a conviver em tudo. Dependendo da parte do corpo que está ligada, eles desenvolverão suas capacidades motoras e cognitivas também em conjunto.

Um exemplo é o das irmãs estadunidenses Abigail e Brittany Hensel, residentes no estado de Minnesota. Nascidas em 1990, elas compartilham um único corpo e duas cabeças, não passaram por nenhuma intervenção cirúrgica e mantêm uma vida da forma mais normal possível.

Enquanto se desenvolviam como embrião, os órgãos vitais das meninas permaneceram duplos, como o estômago, a coluna vertebral e o coração. No entanto, Abby controla o braço e a perna direita, enquanto Brittany é responsável pela coordenação do braço e da perna esquerda. O intestino e o sistema reprodutivo das irmãs são um só.

As duas foram à universidade de Bethel e estudaram para serem professoras primárias, profissão que passaram a seguir no mercado de trabalho. Como quaisquer jovens na faixa dos 20 anos, elas viajam, saem em férias, dirigem, saem com os amigos e praticam esportes.

A rotina em dupla não impede que sigam uma vida normal, apenas precisaram aceitar sua condição, entrar em consensos sobre o futuro e administrar os desejos pessoais, tornando-os conjunto.

Os 10 centímetros a mais de Abby, o pequeno desequilíbrio entre as pernas das gêmeas, o gosto diferente por roupas e outras situações conflituosas precisam ser trabalhadas e entendidas para que elas possam viver como gêmeas que não podem ser separadas cirurgicamente.

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