Psicologia Infantil

28/04/2015 10:22 - Atualizado em 21/10/2016 04:23

Filho adotivo: Entenda quando e como falar do assunto

Cultivar um relacionamento sincero e afetuoso desde o início evita inseguranças familiares.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Encontrar o momento certo para conversar sobre adoção com seu filho adotivo é uma questão delicada. Porém, apesar de exigir muita sensibilidade por parte de toda a família, exercitar desde os primeiros anos da criança as palavras “adoção” e “adotivo” pode ser muito positivo.

A psicóloga clínica Thaís Blankenheim confirma que apostar na honestidade, desde o início do convívio, estimula a criança a querer saber detalhes, ao longo do seu desenvolvimento. Além disso, aumenta as chances de encarar o assunto com naturalidade e confiança.

filho adotivo

Definindo o momento certo

Segundo a profissional, não existe receita pronta nem hora certa para abordar a adoção. Porém, algumas dicas podem contribuir para que os momentos de conversa sejam tranquilos.

“É importante que a conversa seja sincera e clara. Contar como aconteceu a adoção e os motivos que levaram a adotar são relevantes, pois fazem parte da história da criança e ela ficará mais tranquila se souber”, comenta a profissional.

Ainda segundo a psicóloga, não há necessidade de floreios ou invenções. “A honestidade é a melhor opção, sempre procurando uma linguagem simples, que a criança entenda”, adiciona. Mais que falar sobre o assunto, o ambiente deve ser acolhedor e o afeto, demonstrado constantemente. Assim, o filho adotivo se sente amado e seguro.

O interesse pelos pais biológicos

Alguns pais têm receio em revelar a adoção pelo possível desejo do filho adotivo de procurar pelos pais biológicos. Para a psicóloga Thaís, o importante é não ver isso como afronta ou ingratidão. “Ninguém tirará o lugar de pais que foi ocupado por quem adotou, assim como ninguém pode negar a importância dos pais biológicos para a existência da criança”, aponta.

Se essa for a escolha do seu filho adotivo, tudo ficará mais fácil se você apoiá-lo e estiver junto a ele nessa trajetória. Não é preciso haver uma barreira entre as duas realidades, mas, sim, confiança e companheirismo entre pais e filhos.

Filho adotivo X filhos biológicos

Para a especialista, pais e mães se relacionam com cada filho de uma maneira diferente, não importa se sejam biológicos ou adotivos. “Cada filho vem de um jeito diferente, com uma personalidade diferente, num período de vida específico na vida dos pais”, esclarece Thaís.

Já em relação aos irmãos existentes, quando filhos biológicos ou não, é adequado que se converse e os prepare anteriormente para a chegada do novo irmão. É um processo semelhante ao caso de uma nova gravidez, por exemplo.

A especialista comenta que a adoção deve ser tratada com naturalidade e sinceridade. “Para algumas pessoas isso é simples, mas para outras acaba sendo mais complicado. Por isso, se você não se sente seguro o suficiente, não existe problema nenhum em procurar ajuda. Um profissional vai poder lhe acolher e auxiliar nesse momento especial”, diz Thaís.

Pesquise, informe-se, converse com outros pais de filho adotivo e inspire-se para viver uma verdadeira história de amor e carinho.

Para você, qual é a hora certa de contar sobre adoção para os filhos? Comente aqui! E não esqueça que você sempre encontra novidades de bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
família
diálogo
pais e filhos
adoção

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ