Psicologia Infantil

05/10/2015 04:49 - Atualizado em 24/11/2016 11:34

Escolinha ajuda a desenvolver a psicomotricidade infantil

O ambiente permite que a criança aprenda a explorar a si mesma e as relações com os outros.

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Redação

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Desde que um bebê nasce, ele tenta se conectar com o ambiente ao seu redor. Porém, é só com o passar do tempo que ele acumula habilidades e experiências suficientes para reagir diante do inusitado. É nessas horas que a psicomotricidade infantil entra em cena.

Essa função do cérebro normaliza e aperfeiçoa a ação humana. Na infância, é ela que ajuda a transformar o conhecimento da criança em relação à sua imagem, a suas potencialidades e a seu autocontrole, explica a psicomotricista Teresa Cristina Borghi.

crianças pintam para desenvolver psicomotricidade infantil

Por que desenvolver a psicomotricidade infantil

Até os 4 anos de idade, a criança atravessa desafios fundamentais para o seu crescimento, como andar, falar e compreender o pensamento do outro. É nesse caminho que ela desenvolve, aos poucos, também a habilidade de saber como se comportar e em qual momento.

Toda essa evolução depende, em grande parte, da vivência psicomotora, que alia a maturidade cerebral e a capacidade de explorar o próprio corpo, novos movimentos e ações. Não é à toa que o modo como esses estímulos são incentivados desde o início é decisivo para a formação de uma base psicomotora, que se forma a partir dos 7 anos.

“Anteriormente a essa idade, temos a evolução desse alicerce, que necessita das vivências pessoais para o amadurecimento das habilidades específicas que o aprendizado da linguagem escrita e conteúdos complexos exigem”, pondera Teresa.

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Escola ajuda no processo

Se as primeiras vivências são aprendidas em casa, especialmente com os pais, é na escola infantil que elas costumam estar ainda mais presentes, prontas para irem além. O problema é quando não é respeitado o tempo de cada criança, que nem sempre é o mesmo.

É normal, por exemplo, que a maioria dos pequenos goste de ir à escola e se surpreender com as descobertas que o ambiente oferece. Sinais como falta de motivação, agressividade sem motivo aparente, inibição exagerada e isolamento são características que devem ser analisadas com atenção.

É por isso que Teresa defende uma educação infantil que valorize mais a ação espontânea, capaz de mediar as descobertas e a comunicação verbal. “Afinal, nessa fase, muitas ainda não possuem uma dominância manual e a obrigatoriedade de tarefas desse nível pode atrapalhar mais que ajudar”, resume.

Ou seja, em vez de atividades dirigidas, como aquelas que incluem o uso de tesoura e lápis, a proposta é que se dedique mais tempo para ações livres, capazes de instigar o autoconhecimento e, como consequência, o sistema psicomotor.

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