Psicologia Infantil

18/09/2014 01:17 - Atualizado em 10/12/2016 02:42

Entenda como os pais devem agir se a criança não é carinhosa

Saiba como mudar o comportamento do seu filho quando a criança não é carinhosa.

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Redação

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Para muitos, o amor pelos filhos é incondicional. O sentimento começa durante a gestação e vai ganhando força com o início do relacionamento e a convivência direta com a criança. Alguns pais, no entanto, notam que a criança não é carinhosa: ela não retribui o afeto que lhe é dado ou dá mais atenção para um dos pais.

Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina e costuma ocorrer nos primeiros anos de vida da criança, quando seu sistema cognitivo está em desenvolvimento e ela não sabe exatamente como expressar os sentimentos.

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A criança não é carinhosa com o pai

Esse é o caso mais comum. Nos primeiros meses do bebê, é comum e bastante natural que ele seja muito apegado à mãe, já que é ela quem o nutre. Além disso, o hormônio ocitocina, muito presente nessa época da vida, auxilia a criança a reconhecer sua mãe e vice-versa, contribuindo para o fortalecimento dos laços afetivos entre os dois. Como o pai não tem leite e nem esse hormônio, acaba correndo o risco ser deixado de lado pela criança.

Normalmente, contudo, não há motivos para dor de cabeça quando a criança não é carinhosa com o pai. Ele deve entender essa situação como uma fase passageira e trabalhar para conquistar o afeto do filho, aproximando-se da criança.

Não é recomendável dar presentes, numa tentativa de comprar a atenção da criança. Esse tipo de atitude pode piorar a relação entre pai e filho, já que a criança pode não entender o real papel do pai em sua vida.

Interagir e brincar, colocando-se na mesma condição em que a criança se encontra – brincar de rolar com ela sobre a cama, por exemplo – é uma das ações recomendadas. A mãe também tem um papel importante para facilitar o relacionamento entre pai e filho, já que é dela o foco das atenções da criança.

Manter-se próxima do pai, não sair do ambiente com a criança quando ela manifesta sua preferência e buscar a convivência em família são atitudes que facilitam a integração familiar quando a criança não é carinhosa com o pai.

O filho prefere a babá

Quando a licença-maternidade termina e a mãe volta a trabalhar, passando o dia longe de casa, pode acontecer de a criança manifestar preferência pela pessoa que cuida dela durante o dia. Não é raro, inclusive, que comece a chamar essa pessoa de mãe. Esse tipo de comportamento é fácil de entender: a criança entende que sua mãe não é a pessoa que a amamentou, mas a que fica mais tempo com ela.

Quando isso acontece, é preciso que a mãe dedique mais tempo ao filho e que procure explicar as diferenças entre ela e a babá, por exemplo. Frases como “eu sou a sua mãe, mas quem cuida de você quando eu não posso ficar é a fulana” ajudam a delimitar essa relação.

É importante, também, que a pessoa por quem a criança manifestou preferência também ajude a explicar quem realmente é a mãe, referindo-se a ela com frequência e falando, por exemplo: “olha lá, a mamãe chegou!”.

De qualquer forma, quando a criança não é carinhosa com um dos pais, com ambos ou até mesmo com ninguém, é aconselhável procurar acompanhamento de um especialista para diagnosticar se existe algo de errado com a saúde física e emocional da criança. Pode-se recorrer, então, a um pediatra e a um psicólogo, que poderão orientar o que fazer em cada caso.

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