Psicologia Infantil

19/04/2015 02:19 - Atualizado em 30/11/2016 09:40

Divórcio sem traumas: Saiba como lidar com as crianças

Crianças expressam reações diferentes com a separação dos pais e exigem atenção especial.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Os números de divórcio ainda são menores que os de casamento, mas crescem bastante, principalmente no Brasil. Para se ter uma ideia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrou um aumento de 45,6% nas separações judiciais em apenas um ano, de 2010 a 2011.

Uma pesquisa feita durante 25 anos pela Universidade da Califórnia em Berkeley e pela Universidade do Estado de São Francisco, ambas nos Estados Unidos, mostrou que os jovens filhos de pais divorciados casavam menos, procuravam não ter filhos e também se divorciavam mais. Para evitar os efeitos de um divórcio nas crianças, é preciso prepará-las.

divorcio

Cada idade lida de uma forma diferente

Nem toda criança manifesta as mesmas reações frente ao divórcio dos pais. Diversos fatores - como criação, educação e desenvolvimento social - afetam a resposta dos pequenos. De acordo com a idade, os especialistas indicam os comportamentos mais comuns entre eles.

1 a 3 anos: a criança costuma ficar mais retraída e se comporta pedindo atenção. Pode ter pesadelos, medo de abandono e sensação de perda. Costuma ficar triste e sentir falta do pai ou da mãe.

3 a 6 anos: como não entende bem a separação, o pequeno tende a se culpar porque um dos pais não está mais em casa. Pode ficar mais obediente, esperando que o pai ou a mãe volte, ou se tornar agressivo e explorar aquele com quem está vivendo. Costuma negar a separação e dizer que os pais continuam juntos.

6 a 9 anos: as crianças sentem rejeição, sonham com a reconciliação e manifestam problemas de atitude. É comum expressarem tristeza e raiva. Se os pais ficam disputando a atenção da criança, ela pode ficar confusa quanto aos próprios sentimentos pelo pai e pela mãe.

9 a 12 anos: os filhos podem ficar com vergonha do que aconteceu na família e manifestar raiva por aquele que decidiu pela separação. Eles querem reconciliar os pais ou rejeitam as opiniões deles, podendo apresentar também efeitos sintomáticos, como dor de estômago e de cabeça.

Adolescência: nessa fase, o divórcio dos pais pode provocar um amadurecimento precoce, ou rebeldia e atitudes antissociais. Como a adolescência já é uma etapa de conflitos emocionais e alterações hormonais, podem aparecer conflitos que levam à não aceitação de regras e a dificuldades em se relacionar com os pais.

Gestação: nos primeiros meses de vida ou ainda na barriga, a criança é capaz de sentir o humor da mãe. Pouco peso, acrescido de atraso no desenvolvimento das emoções e na capacidade cognitiva podem ocorrer.

Depois do divórcio

Judicialmente, as leis que regem o divórcio já preveem a situação dos filhos. Na maioria dos casos, a guarda das crianças fica com a mãe. Dados do IBGE apontam que, em 2010, em 87,3% dos casos, a figura materna ficou com o direito. O pai também pode visitar e deve pagar pensão alimentícia até a maioridade, oferecendo saúde, lazer e educação.

Porém, o aspecto emocional dos pequenos é mais importante e os pais devem lembrar sempre às crianças que elas não são culpadas da separação, que serão amadas incondicionalmente e, mesmo que eles não estejam juntos, podem procurá-los a qualquer momento.

A abertura ao diálogo é fundamental, e cabe às figuras paternas explicar que a separação é conjugal, não com os filhos.

Você já passou por um divórcio? Como os filhos reagiram? Conte nos comentários! E não esqueça de continuar acompanhando as novidades de psicologia infantil aqui do Vivo Mais Saudável.

TAGS
separação
pais e filhos
educação infantil
família

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ