Psicologia Infantil

29/11/2014 01:19 - Atualizado em 05/12/2016 10:07

Descubra como lidar com o distúrbio alimentar na infância

De origens psicológicas, distúrbio alimentar pode prejudicar desenvolvimento infantil.

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Redação

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Pode ter sido a avó que forçou o neto a comer mais do que ele queria, ou o colega de escola que chamou a menina de gorda. As causas do distúrbio alimentar na infância podem ser várias e de origens completamente diferentes. Mas as consequências são as mesmas: falta de nutrientes, complicações no desenvolvimento infantil e até mesmo problemas psicológicos podem ocorrer.

Como detectar o distúrbio alimentar na infância

Comer é, acima de tudo, um ato de necessidade e se torna muitas vezes um momento de prazer. A alimentação é a fonte de grande parte dos nutrientes que o corpo humano necessita para se manter funcionando. Desde as vitaminas para evitar doenças até os carboidratos que nos dão energia. Mas muitas vezes a alimentação se torna um pesadelo e é aí que inicia o distúrbio alimentar.

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O distúrbio alimentar tem como característica a obsessão por alguma coisa, seja por comer além da conta ou por não comer para emagrecer. Esse é a primeiro aspecto que deve ser observado pelos pais. Crianças adoram comer, mas também têm limites. Preste atenção. Se o seu filho comer mais do que o normal ou se negar a comer frequentemente, é hora de procurar ajuda.

Os três tipos mais comuns de transtorno alimentar na infância são anorexia, bulimia e compulsão. A primeira é causada por uma necessidade extrema de magreza. Os anoréxicos comem muito menos do que a sua necessidade diária, para não correrem o risco de engordar. Crianças com anorexia demoram a comer uma refeição e acabam por não terminar um prato, por menos comida que tenha.

A bulimia ocorre quando a criança come muito mais do que deveria, ingere todos os tipos de guloseimas e depois força o vômito, para não correr o risco de ganhar peso com as calorias ingeridas. Os bulímicos também querem emagrecer. O principal sintoma desse distúrbio alimentar é quando a criança vai ao banheiro após cada refeição. Seu filho tem essa prática? Acompanhe-o e veja o que acontece.

Já a compulsão alimentar não tem um objetivo pré-estabelecido. Os compulsivos apenas comem, acreditando que vão curar alguma angústia ou problema com aquele alimento. Eles costumam ganhar muito peso.

Uma das principais consequências da compulsão é a obesidade infantil. Observe se seu filho come muito mais do que o normal e se os horários são adequados. A postura dele ao alimentar-se também é importante. Veja se ele come normalmente ou se aparenta sinais de desespero.

Tratamento do distúrbio alimentar infantil

Os pais costumam procurar os pediatras para obter respostas sobre o comportamento alimentar dos filhos. Atitude correta, afinal, a primeira opinião precisa ser de alguém que conheça a criança e o seu histórico de comportamento. Mas eles nem sempre são as pessoas mais indicadas, pois podem não saber diagnosticar as reais causas do problema - e, sem elas, realizar o tratamento correto.

Um distúrbio alimentar é um problema essencialmente psicológico e é com profissionais especializados dessa área que precisa ser tratado. Psicólogos infantis são pessoas que sabem desvendar o que se passa na mente das crianças. Nutricionistas também podem ajudar, criando possibilidades de cardápios que agradem a criança e ofereçam os nutrientes necessários.

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