Psicologia Infantil

16/01/2016 04:00 - Atualizado em 21/11/2016 10:12

Conheça sinais de dislexia na criança

Condição dificulta o aprendizado formal, mas não precisa ser um obstáculo.

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Redação

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A aixelsid adan siam é euq mu otiej etnerefid ed rednerpa. A frase é: A dislexia nada mais é que um jeito diferente de aprender. Disléxicos costumam escrever de forma espelhada, como no exemplo acima. Além desse sintoma, existem vários outros que vamos listar para você. Entenda essa condição e saiba como ajudar seu filho a conviver com ela.

criança com dislexia lê livro

Conheça alguns sinais da dislexia

Na primeira infância

- Atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar

- Atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio á pronúncia de palavras

- Dificuldade para a criança entender o que está ouvindo

- Distúrbios do sono

- Enurese noturna (xixi na cama)

- Suscetibilidade a alergias e a infecções

- Choro e inquietação frequente

- Dificuldade para aprender a andar de triciclo

- Dificuldade de adaptação nos primeiros anos escolares.

Durante a alfabetização

- Dificuldade na capacidade de ler e escrever

- Leitura mais lenta e com pouca fluência

- Problemas para identificar palavras e fazer a associação delas com o seu sentido

- Troca de letras com pronúncias semelhantes (como V e F) e erros ortográficos 

- Dificuldade para memorizar regras de ortografia

- Demora para conseguir construir frases

- Frases com sentido compreensível, mas inadequadas gramaticalmente 

- Falta de memória de curto prazo, o que explica o quão complicado é para quem tem dislexia cumprir uma sequência de ordens ou tarefas

- Escrita espelhada

- Falta de concentração ao montar quebra-cabeças

- Dificuldade com noções de tempo e espaço (direita e esquerda, ontem e hoje etc.).

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Diagnóstico e tratamento da dislexia

É importante dizer que um diagnóstico do transtorno deve ser muito bem apurado. O ideal é que a criança seja avaliada por uma equipe de profissionais. Como os sintomas ficam mais evidentes na alfabetização, pais e escola precisam se unir para averiguar caso a caso.

Professores, psicólogos e fonoaudiólogos precisam estar de acordo sobre o diagnóstico. Lembre-se que todos os pequenos passam por fases em que escrevem de forma espelhada, trocam letras ou inventam palavras, por exemplo. Muitas vezes, o aluno pode estar com alguma dificuldade de aprendizado pontual. 

No disléxico, essas situações se repetem durante e após a alfabetização. Por isso, a observação e o acompanhamento familiar, escolar e dos profissionais são imprescindíveis.

Não existe cura para a dislexia. Trata-se de um transtorno de caráter genético, que não tem relação com distúrbios psicológicos e nem afeta a capacidade de comunicação. Tampouco impede o desenvolvimento intelectual do indivíduo.

O diagnóstico deve ser feito por professores, psicólogos e fonoaudiólogos. Já o tratamento integrado entre fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos pode garantir uma vida normal a quem vive com esse transtorno.

Quem apresenta dislexia precisa ter persistência e disciplina para vencer os desafios de ler e escrever. Familiares e amigos devem ter muita paciência e procurar entender como se dá o tratamento. Cada conquista deve ser comemorada pela família e rede de apoio.

Algumas dicas para lidar com a criança disléxica são:

- Não faça exigências descabidas

- Respeite o que ela já aprendeu e faça desafios compatíveis com sua evolução

- Elogie! A maioria dos disléxicos tem outras partes do cérebro mais ativas, razão pela qual muitos são geniais, criativos e repletos de dons artísticos.

Tirou suas dúvidas? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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