Psicologia Infantil

24/12/2015 12:00 - Atualizado em 26/09/2016 09:51

Co-sleeping: Partilhar a cama gera controvérsia entre famílias

Crianças e pais na mesma cama: pode ou não pode? Especialistas divergem.

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Redação

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Você já ouviu falar em co-sleeping? Você pode não estar familiarizado com o termo, mas certamente sabe o que é. Talvez já tenha até passado por essa situação com seus filhos.

Trata-se da prática de manter o bebê na cama dos pais durante o sono. Só que essa é uma prática que gera polêmica entre os especialistas. Continue a leitura e saiba por quê.

pais praticam co-sleeping com bebê

Saiba mais sobre o co-sleeping

O co-sleeping está longe de ser unanimidade. A prática divide a opinião de especialistas no tema. Há aqueles que apontam a prática como forma de aumentar o vínculo dos pais com a criança, diminuindo as chances de choro durante a noite ou mesmo do desenvolvimento de síndromes e outros medos noturnos.

Por outro lado, há estudos que relacionam o hábito com um possível aumento da Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomendam a prática do co-sleeping como forma de manter a amamentação noturna. Isso porque, ao dividir a cama com a mãe, o número de vezes em que a criança é amamentada aumenta.

Porém, assim como o co-sleeping permite observar de perto o comportamento da criança durante o sono, também oferece alguns riscos. A recomendação, em geral, é de que os pais não o pratiquem até que a criança complete pelo menos três meses de vida.

Ao longo da noite, é importante verificar a respiração do bebê e ficar atento sempre que houver uma pausa mais longa no ritmo respiratório. O risco de sufocamento existe, então é preciso estar alerta.

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Cuidados ao adotar a prática

A principal questão ao adotar o co-sleeping como uma prática frequente diz respeito à segurança da criança. Por isso, o primeiro passo é garantir que a cama não ofereça nenhum tipo de risco de queda. O mais comum para isso é a instalação de grades ou a colocação da cama junto à parede no lado onde o bebê irá ficar.

O ideal é que o bebê não fique no meio dos pais, permanecendo sempre em um dos lados para diminuir o risco de sufocamento. Outros fatores que podem contribuir para SMSL também devem ser eliminados. Entre eles, estão a utilização de cobertores pesados, edredons e outros materiais que possam oferecer perigo. Camas e colchões moles, além de estruturas flexíveis, também devem ser evitados.

E aí, gostou de saber um pouco mais sobre co-sleeping? Então aproveite para deixar um comentário! E não se esqueça de continuar acompanhando as novidades de saúde e bem-estar do Vivo Mais Saudável.

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morte súbita
amamentação noturna
sono
sufocamento em bebês

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