Psicologia Infantil

06/01/2015 10:27 - Atualizado em 01/12/2016 01:53

Autismo infantil: Como lidar com o transtorno na visão de uma mãe

Mãe conta que conviver com o autismo infantil é tarefa que exige muita doação e compreensão.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Karla Palmeira de Souza Brasil, é uma carioca de 47 anos que precisa dividir seu tempo entre o trabalho, a vida pessoal e o filho, como tantas outras nesse país. O que diferencia essa história é o fato de a carioca ser mãe de uma criança que sofre com o autismo infantil.

O transtorno silencioso afeta a vida de milhares de pequenos brasileirinhos e de suas famílias. Veja no exemplo de Karla como lidar com essa condição especial.

Autismo infantil: Os sinais da doença

autismo infantil

A percepção de Karla sobre algo de diferente que havia em seu filho esteve presente desde o nascimento.

“Eu o achava com um olhar vago e evasivo. Isso chamava minha atenção. Embora risse muito e reagisse a estímulos”, conta a funcionária pública.

Esse é o sinal mais evidente do autismo infantil: a criança não está focada naquele ambiente.

A falta de sensibilidade e a dificuldade em perceber o mundo que está à sua volta é o que caracteriza o autista com relação às demais pessoas do mundo.

“Certa vez, o coloquei em frente a uma gaiola com um pássaro, que batia asas e cantava. Ele não conseguia perceber o animal. Isso me fez achar tudo muito estranho”, conta Karla.

Kenzo, seu filho, estava com seis meses quando o episódio do pássaro aconteceu. Nessa fase, as crianças precisam responder aos estímulos com sorrisos e expressões faciais de felicidade. Mas nada disso aconteceu. Aos nove meses, ele ainda não tentava imitar sons ou expressões. Aos 12 meses, não balbuciava ou falava.

O menino mal conseguia completar a palavra "mamãe", algo muito comum em quem sofre de autismo infantil. “Em vez de a segunda palavra ser papai ou vovó, o comum de todas as crianças, ele disse ao perceber o calor de uma panela: 'tá quente?'”, relata Karla Brasil. Foi aí que ela resolveu buscar ajuda de fonoaudiólogos e descobriu que tinha um filho autista.

Como lidar com o autismo infantil 

A mãe conta que a primeira sensação foi de desespero. “A nossa negação se transformou em dor, fundo do poço, mesmo. Sensação de que jamais seríamos felizes novamente, de que seríamos excluídos socialmente”, relembra a carioca. O conforto e a ideia que manteve Karla firme foi a de encontrar o melhor tratamento para fazer seu filho feliz, a qualquer custo.

Ela conta que nunca sofreu preconceito, pois sempre escolheu as pessoas certas para estarem ao seu lado. Além disso, sempre procurou encontrar meios de tratamento que fossem intermediários entre o que era ideal e o que ela podia aplicar e bancar na vida do filho. A ação da psicóloga da criança dentro da creche que frequenta, por exemplo, foi de grande ajuda.

A ginástica olímpica foi uma das saídas encontradas pela mãe para lidar e tratar o autismo infantil de Kenzo. Ela levou o filho às aulas após participar de um curso que mostrava alguns dos movimentos e exercícios que o autista deve realizar. O desafio foi aceito pelo professor, que treinou o menino durante três anos.

Os grandes aprendizados que Karla obteve durante a convivência e a luta pela vida do filho autista, fizeram com que ela perdesse o medo do autismo infantil. Ela tem um outro filho, Hugo, que não é autista e acompanha Kenzo em todas as atividades. A amizade entre os dois é fundamental para o desenvolvimento de ambos.

Kenzo evolui muito ao aprender coisas novas e diferentes com o irmão. Ao mesmo tempo, Hugo aprende a conviver com as diferenças, compreende que não há nada de errado em não ser igual aos outros e cresce sem preconceitos - coisas que todas as crianças do mundo deveriam aprender.

Sobre a melhor forma de lidar com a descoberta do autismo infantil em um filho, Karla diz que é preciso procurar pessoas próximas, amigos e familiares, para ter apoio, respirar fundo e acreditar. “Pais de crianças especiais podem ser até mais felizes do que os pais de crianças comuns”, conclui.

Gostou dessa lição de vida? Então deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

TAGS
crianças
saúde infantil
psicologia
autismo

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ