Psicologia Infantil

03/08/2015 10:01 - Atualizado em 03/12/2016 05:18

Aprenda como lidar com o complexo de Electra

Disputa pela atenção do pai é parte da formação da personalidade da menina.

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Redação

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Na mitologia grega, Electra teria planejado a morte da mãe com o objetivo de vingar a morte do pai. Na psicanálise, Jung cunhou o termo complexo de Electra para designar o desejo da filha pelo pai, como antítese feminina ao complexo de Édipo.

Na verdade, o desejo envolvido no complexo de Electra tem mais o sentido de disputar a atenção do pai que qualquer outra conotação. Ele se manifesta em meninas com idade entre 3 e 5 anos, fase em que a criança começa a se desfazer da dependência da mãe, natural nos primeiros anos de vida.

Imitação da mãe

Nessa idade, tem início a construção da personalidade da menina. Por isso, é comum que a criança passe a imitar o comportamento da mãe, seu modelo mais próximo de mulher. Essa imitação se manifesta desde o brincar de boneca até vestir as roupas e os sapatos da mãe, ou mexer nos estojos de maquiagem para pintar o rosto.

Vendo que tais comportamentos por parte da genitora atraem a atenção do pai, a criança, inconscientemente, passa a imitá-los no intuito de conquistar essa atenção para ela. Porém, tal disputa não segue a tônica do amor adulto: é um comportamento típico do desenvolvimento da criança, que tem no pai – ou na mãe – seu primeiro amor.

complexo de electra

Crianças e o complexo de Electra

O que a criança procura quando disputa a atenção do pai, portanto, não é se sentir desejada no sentido adulto da palavra. Por isso, os pais precisam ajudar a criança a elaborar esse comportamento, no sentido de explicar a diferença do amor que o pai tem pela mãe para o que tem por ela.

O complexo de Electra passa a ser um problema justamente quando essa diferenciação é mal elaborada dentro de casa - por exemplo, quando os pais estimulam uma fantasia de namoro entre o pai e a filha.

Nesse sentido, há uma diferença entre o complexo de Édipo e o complexo de Electra. No caso do complexo masculino, o menino passa a se identificar com o pai e deseja encontrar uma mulher - a exemplo de seu pai, que encontrou a mãe. Já as meninas tendem a rivalizar com a mãe, ao invés de criar essa identificação.

Atenção do pai

O complexo de Electra é determinante na formação da personalidade da menina, pois é nessa fase que ela iniciará uma construção de si mesma como uma mulher suficientemente interessante para conquistar seu próprio “príncipe” e não se sentir ameaçada por outras mulheres.

Diz-se que o complexo não foi superado quando esse quadro de disputa repercute na vida adulta. Se a mãe deixa pouco espaço para que a filha desperte o interesse do pai, a menina terá forte tendência a se tornar muito competitiva frente a outras mulheres, ou pode tornar-se muito insegura, se a mãe for passiva demais.

Dependendo da forma como o complexo de Electra é formulado na infância, ele pode condicionar o surgimento de patologias como histeria, narcisismo ou transtorno obsessivo compulsivo.

Você já notou essa disputa entre mãe e filha na sua casa? Como você lida com a questão? Deixe seu comentário e ajude outros leitores! E não esqueça de continuar acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir mais dicas de educação infantil.

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