Psicologia Infantil

13/12/2015 01:00 - Atualizado em 30/11/2016 02:50

Adolescente não é "aborrescente": Enfrente essa fase sem crise

Respeitar as alterações pelas quais o jovem passa é fundamental para manter o bom relacionamento.

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Redação

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Entre os 12 e os 18 anos, é comum os jovens apresentarem reações e comportamentos mais descontrolados, o que acabou caracterizando o perfil do adolescente e fazendo com que ele seja chamado, muitas vezes, de rebelde. Porém, nem sempre atitudes ou palavras ditas de maneira agressiva ou arrogante são causadas pela falta de educação.

Geralmente, esse comportamento independe da vontade do jovem, podendo ser explicado cientificamente. Muitos ouvem falar que os adolescentes passam por uma série de mudanças hormonais, mas não é só esse o motivo. Nesse período, também há alterações cognitivas, em que o cérebro passa por evoluções para chegar à fase adulta.

pai e adolescente conversam

Entenda o mundo do adolescente

A adolescência começa com as mudanças biológicas, hormonais e físicas da puberdade, e termina com a idade na qual o indivíduo atinge um papel estável e independente na sociedade. Ou seja, pode variar um pouco de pessoa para pessoa e até levar bastante tempo. Porém, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), essa fase corresponde à faixa etária dos 12 até os 18 anos de idade.

Com tantas mudanças acontecendo no corpo e na mente, é normal o adolescente apresentar um comportamento emocionalmente instável. Essa é a fase de novas descobertas, em que ele precisa aprender a lidar com sentimentos e acontecimentos diferentes, que exigem escolhas e decisões que até então ele não precisava tomar.

Com isso, ocorre uma busca pela própria identidade e forma de pensar, o que explica a tendência de discordar, inovar e se arriscar mais que crianças e adultos. Outra característica é que o adolescente tende a se afastar da rede protetora da família, buscando referências nos amigos e em outros adultos para se formar como sujeito.

Até então, esses comportamentos eram atribuídos à explosão hormonal típica da idade. No entanto, pesquisas recentes mostram que essa não é a única explicação para a agressividade, a rebeldia e a falta de atenção dos jovens. Nessa fase, o cérebro também passa por um processo delicado, em que as conexões entre os neurônios se desfazem para que surjam novas, transformando-se de forma definitiva para a vida adulta.

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Como melhorar o relacionamento

Lidar com todas essas alterações é difícil não apenas para o jovem, mas também para os pais, que precisam ser compreensivos para manter uma boa relação com os filhos. Muitas vezes, ao perderem a paciência ou quererem ser mais firmes, alguns adultos acabam utilizando estratégias e até falando frases que têm impacto negativo e pioram a situação.

Ditar regras e proibições ou fazer comparações e ameaças, definitivamente, não são boas ideias. O adolescente tem a necessidade de contestar opiniões, tentar inovar e querer experimentar, para assim redefinir conceitos fundamentais para a formação da identidade. Por isso, bater de frente só faz com que ele se sinta reprimido e aja de maneira agressiva.

O ideal é sempre tentar conversar e entender por que o adolescente está agindo de tal modo. Mesmo que não concordem, os pais devem respeitar e dar sugestões de como seria melhor se comportar, em vez de julgar ou apontar defeitos.

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