Motivação

16/02/2016 10:00 - Atualizado em 11/11/2016 02:32

Ser um repórter exige conhecimento e coragem

Conheça mais sobre o trabalho desse profissional do jornalismo.

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Redação

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O trabalho do repórter aparece em diferentes plataformas: na televisão, no jornal, na internet. Ele é o jornalista especializado em investigar a trazer à tona os assuntos que chegam até você, sejam reportagens sobre o submundo do crime, uma pesquisa inovadora ou o modo de viver de um país.

O Dia Nacional do Repórter é comemorado em 16 de fevereiro. Saiba mais sobre esse profissional que pesquisa e entrevista para levar os fatos até o público.

reporter entrevista pessoas na rua

Quem é e o que faz o repórter

Há profissionais que circulam entre editorias, mas em geral eles se especializam em alguma delas, como política, economia, cultura, esporte, educação e mundo. Também existem os que trabalham com imagem, caso dos repórteres fotográfico e cinematográfico.

Com a invenção da imprensa por Gutenberg, os jornais começaram a publicar os primeiros artigos, inicialmente com viés opinativo. Mais tarde, as publicações começaram a dar destaque para grandes reportagens.

No Brasil, ficou conhecida a cobertura jornalística de Euclides da Cunha com a narrativa da Guerra de Canudos para O Estado de São Paulo. O então repórter narrou em artigos jornalísticos o que ia acontecendo, sendo o último dos relatos o “Diário de uma expedição”, complementar ao que veio a se tornar um dos clássicos brasileiros, “Os Sertões”, com a história de Antônio Conselheiro e companhia.

Na época, os artigos e o livro de Euclides da Cunha representaram uma grande mudança literária no discurso que chegava à zona urbana, trazendo aquela realidade sertaneja e diretamente do front. O autor, com origem militar, foi podendo transmitir, pela imersão que teve no combate, os diferentes lados da história.

Faz parte do trabalho do repórter, como jornalista, primar pela verdade, pelo interesse dos cidadãos e pela verificação dos fatos. Ele deve confirmar com suas fontes as versões a que tiver acesso, inclusive protegendo-as quando necessário, e buscar o máximo de independência possível.

Em tempos de internet, em que todos se tornam fontes, a importância e a responsabilidade da profissão é ainda maior. Todos querem estar informados, mas são os especialistas que se preocupam em conferir antes de difundir as informações que apuraram.

Profissão de risco

Um repórter investigativo muitas vezes precisa trabalhar disfarçado e até mesmo ficar fora de redes sociais para evitar se expor e também não colocar sua família em risco. As estatísticas sobre violência contra jornalistas são acompanhadas, no Brasil e em outros países, como indicadores de liberdade de expressão e de imprensa.

Conforme a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em relatório lançado em janeiro deste ano, foram registrados, em 2015, 16 casos de agressões verbais, 28 de ameaças e/ou intimidações, nove atentados, 13 ocorrências de impedimento do exercício profissional, nove cerceamentos à liberdade de expressão por meio de ações judiciais, oito prisões e ainda um caso de censura jornalística.

Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (RFS), em dados de 2014, 66 profissionais foram assassinados no mundo, 119 sequestrados, 178 presos, 853 detidos e 1.846 ameaçados ou agredidos. Outros 134 procuraram exílio. O Brasil é o 99º em liberdade de imprensa no ranking da entidade.

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jornalismo
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