Motivação

07/03/2016 12:00 - Atualizado em 06/12/2016 12:14

Realidade virtual ajuda no tratamento da depressão

Pesquisas apontam método alternativo para tratar a doença.

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Redação

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A depressão é uma doença silenciosa e que merece atenção. O método de tratamento mais tradicional é a terapia com psicólogo ou psiquiatra, acompanhada de medicações controladas. No entanto, a Universidade College London tem testado um método alternativo: a realidade virtual. Entenda como funciona essa pesquisa e conheça os resultados.

Realidade virtual no combate à depressão

O teste contou com 15 pacientes diagnosticados com depressão que estavam sob o tratamento convencional. A técnica utilizada é conhecida como incorporação, que consiste em visualizar e agir em uma perspectiva paralela, digital. Na prática, os participantes usavam fones de ouvido e óculos de realidade virtual e interagiam com uma criança angustiada fictícia.

Eles eram estimulados a sentir compaixão e, conforme falavam com ela, a figura parava de chorar, respondendo positivamente. Depois, eles incorporavam a própria criança virtual e eram consolados com as mesmas palavras e gestos que tinham usado antes.

Cada sessão durou cerca de oito minutos e foi repetida uma vez por semana ao longo de 21 dias. Após um mês de tratamento, os pacientes apresentavam melhoras. Nove afirmaram que seus sintomas depressivos e de autocrítica tinham diminuído. Para outros quatro, a redução foi bastante significativa.

realidade virtual pode curar depressão dessa mulher observando a janela molhada

Jogos de computador também ajudam

Ainda no ambiente digital, outra técnica tem sido usada para ajudar a combater a depressão, especialmente em idosos: os jogos de computador. Há dois anos, foi publicada na revista Nature Communications uma pesquisa que comprovou que os exercícios cerebrais com o computador foram tão eficazes em reduzir os sintomas da doença quanto os antidepressivos.

Os jogos foram desenvolvidos para testar a teoria de que o cérebro em processo de envelhecimento pode se regenerar através de exercícios intensos. Assim, é possível recuperar funções perdidas de aprendizado e memória, o que melhora a tomada de decisões e pode, por sua vez, aliviar a depressão.

Outros tratamentos alternativos

Engana-se quem pensa que os tratamentos alternativos para a depressão se restringem à realidade virtual. No Brasil, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza um método baseado na homeopatia, que comprovou ter a mesma eficácia que alguns antidepressivos e com menos efeitos adversos.

Já a Neurohealth - Centro de Métodos Biológicos em Psiquiatria, localizada no Rio de Janeiro, se utiliza da técnica de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT). O método consiste na medição da área do cérebro diretamente ligada à doença e em emissões de correntes eletromagnéticas diretamente sobre a área, sem o uso de sedação ou anestesia.

Seja qual for o método utilizado para combater a depressão - da realidade virtual ao tratamento convencional -, essa doença precisa ser levada a sério. No Brasil, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria, o número de pessoas que tiveram, têm ou terão o distúrbio mental é de 25%.

Os números não param por aí. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já em 2020, a doença será a segunda causa de incapacitação em países desenvolvidos e a primeira nos países em desenvolvimento. Além disso, deverá ser a enfermidade mais comum do mundo em 2030. Globalmente, mais de 350 milhões de pessoas são afetadas pela depressão.

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tratamento alternativo
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empatia
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