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21/12/2015 06:00 - Atualizado em 25/09/2016 10:30

Reações alérgicas fazem Daisy Fortes mudar de vida. Entenda!

Diagnosticada com Síndrome do Látex, Daisy Fortes precisou alterar grande parte da sua alimentação para se salvar das crises.

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Redação

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Daisy Fortes hoje tem uma alimentação mais restritiva e planejada, um equilíbrio vital decorrente da profissão, e um conceito de vida mais abrangente. Tudo isso se deve as descobertas em torno de uma doença que ainda não tem cura: a Síndrome do Látex. Mas o que significa isso? Vamos explicar mais adiante.

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Desde a infância, a gaúcha sempre teve uma saúde bastante debilitada em consequência de reações alérgicas sem explicações conclusivas, o que preocupava ela e sua família. Aos 9 anos de idade, Daisy começou a sentir um inchaço especialmente no rosto e na glote, preocupada, descobriu que a alergoa era devido a um xarope à base de iodo. Em outras três ocasiões, por uso indevido de iodo foi encaminhada ao hospital por causa de dores mais fortes, que consequentemente levaram a enxaquecas intermináveis e a falta de oxigenação na cabeça. “A cada crise de enxaqueca passava uma semana com dores insuportáveis na cabeça e náuseas algumas vezes acompanhadas de vômitos”, conta.

Após a primeira gravidez, aos 15 anos, Daisy foi diagnosticada com endometriose, passando por uma série de procedimentos para reverter o quadro. Anos depois à espera do segundo filho, passou por um aborto espontâneo com 15 semanas de gestação.

Com o passar do tempo, Daisy começou a notar um enfraquecimento grave da visão, e após vários exames detectou o glaucoma. “Eu já tinha tendência ao glaucoma por hereditariedade, mas o agravamento foi pelos angioedemas e pressão intracraniana. Na época passei por 8 cirurgias e uso de muitos colírios aos quais me davam alergia”, revela. Há 11 anos, conta com a ajuda da cadela-guia Zahra. 

Um fato curioso é que em 2000 Daisy passou quatro dias em coma devido à hipoglicemia, o que resultou num AVC isquêmico. “Fiquei três meses internada com o lado direito paralisado, mas era jovem e o AVC leve.”

Daisy precisou se preocupar com a alimentação após uma suspeita de diabetes, que apenas em 2007 chegou-se à conclusão que não era a doença, mas sintomas decorrentes a intolerância da lactose. “Aos poucos voltei a ingerir açúcar e chocolates, e as crises de asma passaram a ser mais frequentes.”

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O que é a Síndrome do Látex?

A alergia ao látex pode causar diversas reações em indivíduos devido à substância presente em brinquedos, fraldas ou outros tipos de produtos. No entanto, grande parte dos alérgicos também sente fragilidade com o consumo de alimento de origem vegetal e especialmente frutas tropicais, denonimando como Síndrome do Látex Alimentos. Esse é o caso de Daisy. 

Depois de muitos anos de convivência com a doença (relatado até o momento no texto), em 2009 Daisy finalmente descobriu a síndrome durante uma visita repentina ao ginecologista. “Ao me observar e fazer algumas perguntas, ele revelou que estudou as reações ao látex devido ao fato de ter alguém próximo a ele com transtornos semelhantes aos meus. Ele me encaminhou ao alergologista, que confirmou a suspeita. Aí tudo parecia finalmente ter um elo entre si, e não apenas o fato de um monte de doenças como se elas fossem isoladas.

 

Tratamentos

A terapeuta holística precisou transformar drasticamente sua alimentação para conquistar uma vida mais saudável. Desde o início do tratamento, Daisy constantemente experimenta diversos tipos de alimentos para consumo próprio.

“Minha dieta, supernatural e orgulhosa por adorar tudo que é saudável, em especial tudo que não posso. Hoje como 9 tipos de alimentos como cenoura, coco, cacau, sem nenhum aditivo. Moro em uma região de plantio de frutas, e isso também agrava a situação. Tenho cuidados especiais devido à cegueira provocada pelo glaucoma, cuidados odontológicos a fazer impraticáveis e a dificuldade de não usar creme dental.”

Há um ano, Daisy criou a fanpage Síndrome Látex Alimentos com o objetivo de mostrar como o alérgico pode se prevenir através de informativos e relatos. “Todos os dias aparecem novos casos, todos com as mesmas dificuldades. Agora tenho contato com pessoas de todo mundo, participo de grupos na Itália, Espanha, Portugal e Estados Unidos.

 

Felicidade

Casada e com um filho de 29 anos, Daisy considera se sente bem amparada pela família. Ao analisar o próprio caminho traçado, ela se define uma mulher realizada e feliz. Veja o seu depoimento: 

“Creio em Deus como uma forma de energia. Creio também que nada é por acaso, há uma razão maior para tudo a qual não posso perder tempo em tentar entender ou julgar. Sei com o que me medicar, consigo identificar mais facilmente a origem das crises para tentar evitar a reincidência e melhorei consideravelmente minha qualidade de vida com o auxílio de bons médicos, e assim estamos em busca de entender melhor essa “doença moderna” sem cura para maneiras de lidar com ela.”

 

Gostou da história da Daisy? Deixe seu comentário.

E mande também sua história de superação, ela pode ser a próxima aqui no Vivo Mais Saudável.

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