Motivação

16/11/2015 06:00 - Atualizado em 01/12/2016 03:25

Mãe homenageia filha com livro sobre tratamento contra o lúpus

A gaúcha Vivian Magalhães resolveu contar a história da filha, Fernanda, em um livro recheado de emoção sobre a luta contra o lúpus.

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Redação

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O que uma mãe seria capaz de fazer para ajudar um filho? Vivian Magalhães deixou o medo de lado e foi em busca de todas as maneiras para salvar a vida da filha com lúpus, e para homenageá-la escreveu um livro contando sua história de superação. Vamos chegar lá!

Em 2011, com apenas 13 anos, Fernanda Magalhães apareceu com manchas na pele, perder cabelo, alguns tipos de dores, sintomas que levaram sua família a buscar imediatamente ajuda médica. “Não sei exatamente onde começaram as manchinhas vermelhas. A primeira suspeita foi a de ser estafilococos. Mesmo depois do tratamento com antibióticos, as afecções com aparência de brotoeja não davam nenhuma trégua, pelo contrário, pioravam. Voltamos à dermatologista e ela percebeu que apenas as áreas expostas ao sol eram afetadas, o que a fez suspeitar de lúpus”, diz a mãe.

Preocupada, Vivian entrou numa espécie de pesquisa sem fim sobre a doença, e perguntas aparentes rodeavam a vida da jornalista. “Quanto mais eu lia, mais me parecia uma sentença, se não de morte (que não deixava de ser uma possibilidade), pelo menos de uma vida pautada por limitações, dores, muitos remédios e cuidados médicos frequentes. Uma vida que adulto nenhum imagina para si, muito menos uma filha ainda muito jovem, linda, recém entrando na adolescência, com a vida inteira pela frente.”

O tratamento médico de Fernanda começou e o apoio de amigos e familiares foi fundamental para a recuperação da estudante. Nada mudou em sua vida. Naquele primeiro ano, Fernanda viajou para Londres em companhia dos colegas de escola. “Ela não deixou de fazer absolutamente nada do que tinha programado. No colégio também participou de competições esportivas e continuou sendo uma excelente aluna, representante de turma”, conta a mãe orgulhosa.

Mas nem tudo eram flores. Durante o tratamento, algumas reações negativas deixavam a família alerta. “Os maiores problemas que o lúpus trouxe para ela foram o aumento de peso, decorrente do uso de corticoides. Ela teve uma perda pequena de cabelo e o rosto ficou, além de bem redondo, um pouco marcado pelo eritemia malar, mas ela disfarçava bem com maquilagem", relembra.

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Preconceito

Segundo Vivian, a filha nunca sofreu algum tipo de discriminação, mas ela confessa que já passou por situações constrangedoras. “O preconceito, este voltado à minha pessoa, veio de onde eu menos esperava: dos próprios grupos de lúpicos no Facebook, justamente as pessoas que eu estava tentando ajudar. Muitos diziam que o livro que eu escrevia era plágio”, revela Vivian.

O livro

Em 2012, Vivian pensou numa fórmula de homenagear a filha e poder ajudar outras pessoas com lúpus através de um livro. Foi aí que surgiu Domando o Lobo. “Achei que precisava escrever esta nossa experiência como um depoimento de que o que se lê na internet pode ser verdadeiro para algumas pessoas, mas não é verdadeiro para todas as pessoas. Um livro com informações sobre a doença, sobre estratégia para lidar com ela e principalmente sobre a possibilidade de uma vida normal", conta ela, que ainda está em processo de finalização.

 

Fernanda em 2015

Como está Fernanda depois de cinco anos de tratamento? A resposta está num depoimento emocionamente publicado no livro, que carinhosamente, cedeu ao Vivo Mais Saudável para a conclusão dessa matéria. Leiam parte do trecho do depoimento de Fernanda:

“Hoje, apesar de ainda tomar remédios, eu levo uma vida super normal. Curso Nutrição, trabalho alguns dias da semana na loja da minha prima, saio com meus amigos e, quando abre um solzinho, me dou o privilégio de ficar alguns minutinhos desfrutando a luz solar. Minha doença está praticamente estabilizada, as consultas que antes eram quinzenais se tornaram trimestrais. Meus amigos de verdade, aqueles que nunca saíram do meu lado durante toda essa história, estão sempre presentes. Tenho um namorado e uma família maravilhosa, e não poderia me sentir mais abençoada por ter saído tão ilesa de uma doença que pode, sim, ser grave. Aliás, de duas, porque meningite também é uma doença super perigosa. Eu tenho a alegria como um dom, e em cada canto eu vejo um lado bom.”

Gostou da história de Fernanda? Deixe seu comentário.

E você também pode contar sua história de superação, mande para gente. Ela pode ser a próima aqui no Vivo Mais Saudável. Clique aqui e saiba como fazer.

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