Motivação

22/06/2015 06:00 - Atualizado em 30/11/2016 07:27

Ilza Nogueira: da depressão profunda à realização de um projeto audacioso

A transformação começou quando Ilza decidiu tirar a sanfona do armário e ajudar a criar o Sarau Raízes que hoje tem a participação de 250 pessoas.

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Redação

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Ilza Feitosa Nogueira, de 63 anos, pode se considerar hoje uma mulher feliz e completa, mas sua vida nem sempre foi assim. Depois de uma depressão que durou três anos, hoje, ela se dedica ao Projeto Sarau Raízes. Leia essa história de superação e se emocione!

Causas da depressão podem ser genéticas


Aos 13 anos, a jovem moradora do pequeno distrito de Bonfim, em Jaraguari (MS), aprendeu a tocar sanfona com seu pai. O instrumento, segundo ela, foi sempre sua grande paixão. Mas como a vida a levou para outros lados, a jovem da roça deixou a sanfona de lado e começou a dar aulas de português para os vizinhos num espaço pequeno em sua cidade. “Nessa época, eu já tinha facilidade de lidar com o público. Eu tenho um amor doentio pelas pessoas", conta.

Cinco anos depois, Ilza se casou e mudou para o município de Bandeirantes, a 100 km da capital. Para ela, essa etapa gerou grandes transformações em sua vida. “O mundo era totalmente diferente, como eu era da roça, eu me assustei".

Na cidade grande, Ilza se profissionalizou e se tornou funcionária pública na área da saúde. Ao mesmo tempo, havia a jornada dupla de cuidar dos quatro filhos: Ariovaldo, Cinthia, João e Silmara. Se o lado profissional estava equilibrado, o relacionamento passava por conflitos. “Ele me traía muito. Pela falta de compreensão tive que cuidar da minha casa sozinha", revela Ilza sobre a vida de casada.

Após quinze anos de relacionamento conturbado, Ilza resolveu se separar, o que foi uma espécie de trauma em sua vida. “Até hoje tenho dificuldade em lidar com um homem", Ilza desabafa. Para ela, a separação foi só um motivo para se libertar, mas também se tornou uma fase de grande solidão. “Tive que ser mãe e profissional. Na época, eu eliminei a mulher em mim e a sanfona ficou de lado", relembra. 

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A depressão

Com o aperfeiçoamento da profissão, Ilza se tornou inspetora na área da saúde da Secretaria do Estado de Mato Grosso do Sul e se mudou para Campo Grande. Para ela, o novo trabalho e a distância dos filhos contribuiram para o quadro depressivo. “Eu achava que meus filhos eram minha propriedade. Quando me vi sozinha, descobri que tinha a síndrome do ninho vazio. Já no posto de saúde não aguentei ver a dor do povo e não conseguia acolher todo mundo", Ilza conta.

Foram três anos com a depressão a deixando cada vez mais solitária. “Não conseguia dormir, não fazia mais nada, cheguei a passar uma semana sem tomar banho. Durante esse tempo eu perdi a memória e vagava pelas ruas”, relata.

Preocupada com a saúde da mãe, os filhos se reuniram e decidiram a internar num sanatório. “Lá fiquei 20 dias sem saber de nada e saí de lá tomando 12 remédios psicotrópicos. Quando cheguei aos 103 quilos, os médicos identificaram que eu estava com dor no peito e neuroma, uma inflamação no joelho. A partir daí, notei que minha vida estava no fim e precisava mudar.”

Projeto Sarau Raízes

Com o tratamento à base de quiropraxia, Ilza reavaliou a vida e resolveu tirar sua amiga sanfona do armário. “Meu médico falou para voltar a tocar sanfona. Acessando a internet, li o recado do diretor da associação de moradores que teria uma assembleia. Achei a ideia legal e fui atrás disso. Nossa chapa ganhou a presidência da associação e, em 2012, surgiu o Projeto Sarau Raízes”, ela conta.

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Intitulado por Ilza, o Sarau Raízes tem como objetivo resgatar a moral e autoestima de quem precisa. Já são três anos de projeto e cerca de 250 pessoas envolvidas. Localizado num galpão em Campo Grande e sustentado através de doações, o sarau atrai moradores da região com jantares, encontros musicais e oficinas. “O local é para jogar fora suas emoções. Hoje eu me sinto uma pessoa muito útil”, fala orgulhosa.

Responsável pelo projeto, Ilza acredita que a superação de outras pessoas a fizeram entender a preciosidade da vida. “Quando comecei a ver os idosos cantando, cegos tocando instrumentos, senti naquele momento que renasci dez anos da minha vida."

Depressão? Nunca mais. Ilza sabe que essa palavra está só no passado. “Descobri que a depressão é uma série de fatores de insatisfação. E aprendi que não sei tocar sanfona profissionalmente, mas o importante é me divertir”, conclui.

 

Dicas de Ilza Feitosa para Vida Saudável:

  • Controlar a euforia;
  • Manter a mente ocupada;
  • Fazer aquilo que dá prazer.

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