Motivação

20/08/2015 09:00 - Atualizado em 08/12/2016 10:35

Encontre a dose certa de perfeccionismo no trabalho

O caminho a seguir é estabelecer metas de acordo com a realidade.

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Redação

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Quem busca sempre metas ótimas tende a ter mais capricho e ser mais comprometido com o trabalho para entregar o melhor resultado. Nesse aspecto, o perfeccionismo é uma virtude.

“Mas as virtudes podem ter consequências boas ou ruins para o indivíduo, de acordo com a intensidade com que elas são vivenciadas”, adverte a psicóloga Elizabeth Mendes Ribeiro da Rocha, especialista em qualidade de vida.

Perfeccionismo X frustração

Em outras palavras, o que a psicóloga quer dizer é que não se deve exigir demais de si mesmo – e, principalmente, das pessoas que convivem ou trabalham conosco. Isso porque, ao estabelecer uma meta distante demais da real condição de alcançá-la, o risco de frustração torna-se muito elevado.

“A frustração é sempre proporcional à distância entre o objetivo que você gostaria de alcançar e o que foi realmente alcançado”, explica a psicóloga.

perfeccionismo mulher com caderneta

Por isso, dosar o perfeccionismo é tão importante. O hábito de cobrar demais de si mesmo tende a gerar frustrações, que levam ao sofrimento psíquico, que, por sua vez, pode desencadear quadros de depressão.

Segundo indicadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença está em primeiro lugar entre as causas de afastamento do trabalho. O perfeccionismo pode estar na raiz desse quadro depressivo, de modo especial no ambiente corporativo, seja pela autocobrança, seja por não ser capaz de atender à expectativa do chefe.

Termômetro social

De acordo com a psicóloga Elizabeth Ribeiro, o grande termômetro para saber se o perfeccionismo está extrapolando a medida saudável são as relações sociais.

“Os relacionamentos são o grande motor da conduta dos indivíduos. Quando a pessoa consegue se dar conta de que está minando suas relações por conta do comportamento perfeccionista, ela passa a prestar mais atenção nas suas atitudes e busca se ajustar”, comenta a especialista.

Nem sempre essa tomada de consciência é simples. Às vezes, é preciso passar por um elevado grau de sofrimento psíquico, a ponto de o indivíduo sentir necessidade de pedir ajuda ou buscar um terapeuta.

perfeccionismo trabalhador estressado

Autoimagem e competitividade

O alto nível de perfeccionismo de uma pessoa pode ter origem nas relações parentais: se os pais, desde cedo, incentivam a autoconfiança da criança, ela tende a crescer mais segura e determinada, dependendo menos da aprovação de outras pessoas naquilo que faz.

“Por outro lado, pais que criticam muito os filhos passam maior insegurança a eles, de modo que essa pessoa terá sempre a necessidade de superar os resultados dos demais, para obter aprovação social”, complementa Elizabeth.

O perfeccionismo se torna patológico à medida que a autoimagem da pessoa deixa de ser saudável. Quanto mais seguro e confiante você for, menos sua competitividade será pautada pela aprovação ou pela superação do outro, e sua motivação será movida pela real capacidade de alcançar o seu próprio “eu” superior, que seria o grau máximo de perfeição de cada indivíduo.

“É muito importante querer crescer no que se faz, desde que isso não prejudique a convivência social. Alcançar esse grau de consciência, no entanto, pode ser um processo lento para algumas pessoas”, conclui a psicóloga.

Você é perfeccionista? Acha que isso ajuda ou atrapalha? Deixe sua opinião nos comentários! E aproveite para conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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