Motivação

23/11/2015 06:00 - Atualizado em 04/12/2016 08:59

Em recuperação, Mirian Bottan revela luta constante contra a bulimia

Aos 29 anos, Mirian Bottan conta como lida com a doença há 15 anos. Leia e se emocione!

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Redação

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A jornalista Mirian Bottan já passou por poucas e boas por causa da bulimia. Aos 29 anos, ela lembra que metade da sua vida foi em função da doença, que hoje, está controlada.


Com 13 anos, Mirian identificou a comida como um prazer para aliviar as tensões do dia a dia. No início ela se entupia com doces, salgados, até a barriga doer e ficar enorme, sensações que a fizeram ganhar peso, e claro, se incomodar com os quilinhos a mais.

A situação piorou quando ela leu a história de um menino que quase havia morrido por vomitar para tentar emagrecer. “Do alto da minha sabedoria pré-adolescente, conclui que podia comer tudo que quisesse sem engordar. Bastava vomitar a comida depois.”, lembra.

Conte sua história e inspire milhares de pessoas!Em pouco tempo, Mirian já vomitava com facilidade. Dos 46 quilos adquiridos, facilmente chegou aos 39. Com isso, outras reações também foram aparecendo, como quase metade da queda de cabelo, inchaço do rosto, muitas vezes vomitava até sangrar e dois anos sem menstruar.

“Lá pelos 17 já não vomitava cinco vezes por dia, uma ou duas, além de ter voltado a me alimentar um pouco melhor. Minha aparência melhorou e passei a ser de novo uma garota normal, ninguém jamais desconfiaria que, sozinha em casa, comia um bolo inteiro com 1 litro de leite e vomitava tudo depois para ficar aliviada.”

Recuperação

Há cerca de dois anos, Mirian começou a avaliar o prejuízo. Com a ajuda da família e do namorado, a jovem que já foi capa de várias revistas, começou um tratamento de reeducação alimentar a base de nutricionista e acompanhamento psicológico. “Resolvi começar a batalha admitindo de cara uma ignorância: não sabemos nada sobre comida. A verdade é que a gente se rala porque pensa em tudo que ingere como um prazer ou desprazer, quando deveria pensar no que a comida realmente é: o nosso combustível.”

Nos seis primeiros meses de reeducação alimentar, combinada com musculação, ganhou dois quilos de músculos e o percentual de gordura foi de 23 pra 17, algo que jamais havia acontecido na minha vida com nenhuma dieta extrema.

“Hoje me divirto brincando de construir músculos e banco a alquimista na cozinha. Pesquiso muito sobre os alimentos e suas funções no organismo, faço sucos bizarros para maximizar a ingestão de micronutrientes, malho com peso igual de gente grande superando os meus limites físicos e psicológicos; bebo 2 litros e meio de água por dia e como religiosamente de três em três horas, deixando bem claro para o meu corpinho que os dias de privação acabaram e ele pode se sentir livre pra gastar toda a energia que quiser.”

Em fase de recuperação, Mirian revela como lida com sua alimentação e todos os sentimentos para se livrar de vez da doença. “É injusto e bizarro exigir de pessoas que todos os dias sentem medo da comida que melhorem de um dia para o outro. Eu sei que é esmagador ver um filho, um irmão ou um amigo sofrendo com isso, mas fazer pressão por uma cura rápida só causa mais ansiedade e dor. A gente não consegue, simplesmente não consegue. E aí se odeia porque não consegue e come de raiva da gente mesmo. Minha última recaída foi há menos de dois meses e elas ainda acontecem, a cada 2 ou 3 meses talvez, ou quando eu passo por algum momento de muita tensão e me desestabilizo emocionalmente. Mas essas recaídas não me abalam, isso significa ter retomado um controle que jamais tive depois que vomitei comida pela primeira vez.”

Gostou da história da Mirian? Deixe seu comentário.

Conte sua história de superação para a gente. Ela pode ser a próxima aqui no Vivo Mais Saudável.

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bulimia
reeducação alimentar
saúde
emagrecimento

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