Motivação

21/09/2015 06:00 - Atualizado em 06/12/2016 10:24

Ela convive com o lúpus e muito bem! Conheça a história da vitoriosa Ana Simão

Na adolescência, Ana Simão de Almeida descobriu a doença sem saber o que significava. Depois de passar por tratamento errado, ela conseguiu se reerguer e hoje tem uma vida saudável.

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Redação

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Ana Simão de Almeida, de 34 anos, pode se considerar uma mulher vitoriosa. Na adolescência, a cearense descobriu uma doença na qual nem sabia que existia: o lúpus, doença autoimune que afeta vários órgãos. Mesmo temerosa, resolveu encarar um tratamento complicado após o aparecimento dos primeiros sintomas. “Eu era uma adolescente franzina e quando menstruava sentia muitas dores, depois comecei a sentir nos meus dedos, era como se tivesse quebrado. Minha tia disse que eu deveria procurar um clínico geral”, conta.

Durante dois anos, Ana passou por um tratamento complicado a base de injeções de benzetacil receitadas pelo médico, que dizia ser febre reumática. “Ele nem cogitou lúpus, acredito que nem eu sabia que era. No final das 64 injeções estava muito mal. Não conseguia ir ao banheiro, perdi cabelo, não podia ir para a faculdade, até que minha tia me levou ao reumatologista, que imediatamente revelou o lúpus.”

Medicada pela reumatologista Sheila Fontenelle, sua médica até hoje, Ana começou a entender a doença e se cuidar corretamente. “Antes eu tinha sangramento, fraqueza e depois de exames de sangue comecei a me cuidar melhor por causa da dra. Sheila”, confessa Ana, que desde então conta com uma alimentação mais saudável. “Quando eu era mais nova consumia muito açúcar, comia brigadeiro praticamente todos os dias e o corticoide dá fome de açúcar. Eu só parei de comer doce em dezembro do ano passado. Já o sal eu cortei pela metade, pois é muito prejudicial para quem tem lúpus.

A Menina e o Lúpus

Ao conseguir tratar a doença com mais naturalidade, Ana criou o blog A Menina e o Lúpus, com o objetivo de compartilhar sua história e ajudar pessoas com a mesma doença. Desde dezembro de 2013 no ar, o portal conta com depoimentos de diversas pessoas, participa de eventos e tem cerca de 10 mil seguidores no Facebook. Para ela, o blog tornou-se um incentivo em sua vida. “Eu tenho muito problema para chorar e no começo meus familiares me acompanhavam ao hospital, e logo eu comecei a ir sozinha, se tornando uma certa rotina. Como sou atrevida, o blog deu essa força de me comunicar mais com outras pessoas, e a função de fortalecer a vida delas.

 

Contra o preconceito

Com quinze quilos mais magra, Ana se diz satisfeita com a vida que leva. Embora não seja discriminada pela doença, revela um certo tipo de preconceito, como ela diz, de forma velada. “Existe se a pessoa fazer com que ela exista. A forma de mostrar é escondida. Nós sentimos dor o dia inteiro, mas o lúpus não tem cor, cheiro e as pessoas acham que é frescura.

Sobre relacionamento, Ana está bem estruturada, em outubro, ela vai trocar alianças com o noivo João. Para ela, os 18 anos com lúpus levaram-na a viver com mais leveza. “Você passa a viver com mais amor e a ajudar outras pessoas. Uma hora estou bem, na outra nem tanto, mas o importante é valorizar a saúde”, define.



Gostou da história da Ana? Deixe seu comentário, e mande sua história de superação. Ela pode ser a próxima.

 

 

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como tratar o lúpus
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