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07/02/2016 10:00 - Atualizado em 26/11/2016 12:20

Dia Nacional do Gráfico: Saiba mais sobre a profissão

Data marca história de lutas da categoria, que sobrevive à internet.

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Redação

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Em 7 de fevereiro, comemora-se o Dia Nacional do Gráfico. Você sabe quem é esse profissional e o que ele faz, especialmente hoje em dia, com tantas mudanças tecnológicas? Conheça mais sobre a profissão.

O gráfico ontem e hoje

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica (Sindigráficos), Leandro Rodrigues da Silva, o dia marca uma greve realizada em 1923, uma das primeiras do Brasil. "A categoria foi pioneira em se organizar politicamente. Também participou da greve dos tipógrafos, em 1858", relata.

Como resultado da paralisação de 40 dias, os profissionais conquistaram o direito de se organizar na então União dos Trabalhadores Gráficos, a UTG, uma das primeiras instituições de trabalhadores a ser reconhecida por empresários. Em tantos anos de buscas por melhores condições de trabalho, no entanto, agora há outras questões mobilizando o setor.

mesa de trabalho de um gráfico

Esse profissional começou trabalhando de forma bastante artesanal, com a impressão de livros, jornais e materiais publicitários, Com o passar dos anos, hoje ele enfrenta as mudanças tecnológicas, que afetam sua área desde a forma de produção - agora mais rápida e mecanizada - até a maneira como o trabalho chega ao consumidor final.

A chegada da internet e de aparelhos como notebooks, tablets e smartphones mudou o cenário e o mercado editorial. “Não apenas postos de trabalho são extintos, mas até mesmo jornais são fechados. Isso afeta muitos segmentos. As pessoas preferem baixar os arquivos”, afirma o presidente.

Somado a isso, hoje existem máquinas copiadoras, o que permite que muitas empresas façam serviços de forma mais “caseira”, exceto os de grande escala.

Convivendo com as mudanças

Tendo em vista essa situação, e a fim de evitar a perda de serviços para outros países, o Sindigráficos colaborou na elaboração de um projeto de lei conhecido como PL dos livros, ainda em tramitação. Ele visa a condicionar a aquisição de livros didáticos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), bem como sua impressão e produção no Brasil.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica, entre janeiro e outubro de 2014, o Brasil importou 18,7 mil toneladas de livros, tendo China e Hong Kong como campeões entre os fornecedores. “Nessas condições, o governo desestimula a produção nacional e reduz o emprego”, diz Rodrigues,

Conforme o sindicato, o volume de investimento em importação de livros vem crescendo, tendo quase dobrado. Entre 2006 e 2013, o montante teria sido elevado de 12,7 mil para 24,2 mil toneladas.

Assim, o Sindigráficos teme mais uma concorrência com a produção gráfica nacional e a redução de postos de trabalho. O projeto, além de proibir a importação de livros do PNLD, também estende a reserva de mercado para livros adquiridos pela Lei Rouanet.

Pelo projeto, a lei de incentivos fiscais para a área da cultura, repassando recursos do Imposto de Renda do contribuinte, deve contemplar apenas projetos de livros produzidos ou impressos no Brasil.

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indústria gráfica
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