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14/09/2015 06:00 - Atualizado em 31/12/2016 10:43

Conheça Rosa Oliveira, a musicoterapeuta que se recuperou da Síndrome do Pânico

Aos 43 anos, Rosa Oliveira revela como foi difícil lidar com a doença. Recuperada, ela destaca o bom convívio familiar.

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Redação

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Humorada, otimista, alegre, comunicativa, Rosa Maria de Oliveira é outra pessoa em comparação a cerca de um ano atrás. Recuperada da síndrome do pânico, a musicoterapeuta de 43 anos lembra momentos negativos em quase dois meses de tratamento. “A minha família achou que eu chegaria ao óbito. Você acredita estar com falta de ar, mas na verdade não tem. Hoje sou uma pessoa recuperada”, conta ela.

Rosa sentiu os primeiros sintomas após um grave acidente de carro. Em 2014, a moradora de Brasília estava em direção a apresentação musical da filha quando o carro em que estava com a família foi atingido por outro veículo. Para ela, a falta de atenção da outra motorista causou o estresse compulsivo. “A senhora parecia muito agressiva. Ela disse que pagaria o prejuízo, mas nunca fez nada. Corremos atrás dela durante dias, mas não houve solução. Eu fiquei muito triste, foi por aí que começou a surgir os primeiros sintomas.”

“Não suportava ficar perto da minha família e amigos, estava isolada dentro de casa e deixei de trabalhar, chorava praticamente o dia todo, não reagia a nada. Eu fiquei três semanas incubada com a doença. Deixei de passar batom, não tinha motivos para me maquiar. Não dirigia mais, não ficava perto de ninguém”, lembra.

Para sair da situação depressiva, Rosa arrumou ajuda profissional. “O médico me receitou um antidepressivo, mas eu não queria me viciar. A solução que tive foi comprar um remédio natural recomendado por uma curandeira, e a partir disso não tive mais falta de ar.”

 

Ressocialização

Isolada, a mãe de três filhos jovens sentiu a necessidade de retornar ao convívio social. Para colocar em prática, o médico sugeriu a realização de trabalhos voluntários. “O médico me indicou ir a um asilo, mas queria estar perto de pessoas mais jovens, aí resolvi lidar com crianças. Me vestia de palhaço, brincava, pulava, foi essa forma para melhorar”, lembra ela. Hoje ela ri, mas se assustou com a abordagem sobre um possível consumo de drogas como solução. “Já me perguntaram se eu fumava maconha para estar alegre. Uma senhora falou que eu deveria tomar um chá de maconha para ficar bem”, lembra aos risos.

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Recuperação

Durante o tratamento, Rosa conviveu com várias pessoas que apresentavam os mesmos sintomas. Para ela, a Síndrome do Pânico é algo mais comum do que se imagina. “Descobri amigos e até parentes com a mesma situação, é algo terrível.”

De volta ao trabalho e com bom convívio familiar, Rosa analisa o que a deixa contente. “Vivi, morri e revivi. Hoje dou palestras motivacionais e aconselho a positividade como o melhor caminho para a recuperação. Devemos sempre pensar em uma saída e nunca pensar na síndrome como início da morte.”  

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