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17/08/2015 06:00 - Atualizado em 31/10/2016 01:09

Conheça Júlio, o ex-sorveteiro mudou de vida e hoje é sargento renomado

Aos 44 anos, Júlio César Francisco tem uma carreira militar estável, mas relembra com carinho da infância batalhadora.

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Redação

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Júlio César Francisco, de 44 anos, é o verdadeiro exemplo de quem conquistou uma vida tranquila com bastante suor. Na infância passou necessidade ao lado da família, mas nunca o bom humor e a vontade de crescer. Leia a história de superação e se emocione!

“Hoje como de tudo, mas na minha adolescência era só macarrão”, diz Júlio César ao lembrar do passado. Se hoje o Primeiro Sargento tem casa própria, dois filhos em boa escola e uma profissão estável, a recordação da juventude humilde não gera frustração, e sim, orgulho.

Natural do município de Aparecida, no interior do estado de SP, desde cedo Júlio já trabalhava para ajudar os pais e os quatro irmãos vendendo produtos artesanais feitos pela mãe numa feira da cidade. “A mãe produzia esculturas de gesso e nós vendíamos, o dinheiro era para a nossa alimentação." Como o pai sofria de elefantíase e tinha dificuldades para se locomover, ele assumiu a responsabilidade financeira ainda cedo. Aos 12 anos, com a morte do pai, ele e a família partiram para Guaratinguetá (SP) em busca de uma vida melhor. “Nos mudamos porque o proprietário exigiu que saíssemos achando que não teríamos dinheiro para pagar o aluguel.” Em nova moradia, ele achou uma opção para o sustento, enquanto a mãe e as irmãs cuidassem da casa. “Arrumei uma caixa de isopor e fui vender sorvetes para ajudar. Foi uma fase divertida, mas sofrida", relembra.

Mesmo com todos os problemas enfrentados, Júlio sonhava em se tornar sargento, e nesse período da adolescência resolveu terminar os estudos no colégio enquanto ainda vendia sorvetes nos fins de semana. Ao completar 18 anos, prestou o primeiro concurso público para militar do Estado. “Durante a semana me trancava no quarto para estudar. No período de inscrição eu precisei de 15 reais, como minha família não tinha o dinheiro pedi para o vizinho. Ele me emprestou e meses depois fui aprovado”, conta. “Precisei de mais 15 reais para a passagem do curso de aperfeiçoamento. Quando recebi meu primeiro salário eu paguei o que devia.” 

"Meu maior orgulho sempre foi meu pai"

Aos 45 anos, Júlio pode dizer que tem tudo o que deseja. Consagrado na carreira militar há 25 anos, o Sargento já realizou vários projetos nesse
tempo, entre eles o bacharelado em Ciências Contábeis. “A faculdade me fez pensar o quanto é bom estudar. Quero futuramente ser professor e passar todo o conhecimento que adquiri na vida. Curiosamente, semana passada meu filho e eu disputamos uma vaga no vestibular para Oficial da Polícia Militar de SP. Parecia estranho nós na mesma sala, mas levamos de boa”, diz sorridente.

Casado há mais de 20 anos, o paizão de Júlio César, de 20, e Gabriel, de 7, também deseja que os filhos sigam o mesmo caminho da educação, para isso, ele cobra os resultados na escola. “Levo o mais velho para o curso pré-vestibular pela manhã e ele retorna só a noite. Hoje tenho uma estrutura que meus filhos possam só estudar, e graças a Deus, eles não me decepcionam.”

Quando menciona carro, casa, família e trabalho como conquistas pessoais, Júlio é bem categórico ao rever o esforço dos pais para que ele e seus irmãos tivessem uma vida mais confortável. “Meu maior orgulho sempre foi meu pai. Por sofrer de elefantíase, as pessoas atravessavam a rua achando que a doença contaminava, isso me fazia muito mal. Mas lembro que muitas vezes não tínhamos dinheiro para comprar um botijão de gás, então ele improvisava um fogão no quintal para esquentar o prato de todo dia: macarrão”. Em vista de todo o esforço, Júlio enfatiza o que o motivo a seguir em frente. “As dificuldades existem, mas nós devemos estruturar porque uma hora elas passam e nós conseguimos chegar ao objetivo.”

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história de superação
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como tratar a elefantíase

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