Motivação

12/10/2015 06:00 - Atualizado em 11/12/2016 05:17

Brincalhão e otimista, Cláudio Marttuci lida bem com doença no sangue. Se emocione!

Aos 64 anos, Claudio Marttuci conta como enfrenta diariamente, com bom humor, a policitemia vera.

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Redação

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Muitas pessoas desconhecem o que significa Policitemia Vera, mas a rara doença no sangue atinge grande parte indivíduos com mais de 60 anos. É o caso do paulistano Claudio Marttuci. Aos 64 anos, ele lida naturalmente com algo que nunca imaginara passar. “Eu só descobri a doença porque tive um esquecimento, faltou oxigenação no cérebro. Eu sentava em frente ao computador e não achava o teclado. Era horrível!”, conta o paulista.

Mas o que é policitemia vera? A doença é uma perturbação das células sanguíneas que deixa o sangue mais espesso, dificultando a circulação dos vasos sanguíneos e com chances de levar à leucemia. “Tive um AVC e me preocupei com o que poderia ser, ao ir no cardiologista com minha esposa fiz uns exames e foi detectado a doença. Eventualmente me submeto a uma sangria terapêutica e realizo controle com hemogramas e medicamentos”, revela.

Para chegar ao processo de controle evolutivo, Cláudio passou por situações curiosas e ao mesmo tempo perigosas que o alertaram para um cuidado mais profundo. “Eu perdi a concentração, visão lateral estava opaca, uma vez ao trocar de roupa minha mulher notou que eu estava com duas cuecas de cores totalmente diferentes. Parecia o Superman”, conta ele, de forma irônica, uma marca em quase toda a conversa por telefone.

Casamento e comprensão

Casado há 44 anos com Sumie Marttuci, Claudio só agradece a compreensão da esposa. E se declara. “Nesses anos minha esposa foi quem sempre dava susto por causa de doença esquisita e grave (acromegalia: tumor na hipófise). E eu segurava a barra e fazia tudo que podia para vê-la bem e feliz. Mas dessa vez eu caprichei, arrumei uma doença com nome muito mais esquisito e assustador que quase ninguém nunca havia escutado falar”, brinca.

Claudio foi obrigado a mudar sua rotina diária. O gerente de vendas ficou 40 dias afastado do trabalho, retomou há pouco, mas precisou se adaptar a um novo tipo de conduta. Todos os dias eu tomava um aperitivo, em função dos remédios eu posso tomar apenas um cálice de vinho por mês. Quando você não tem escolha, não vale a pena continuar algo que não me faz bem. A única coisa que ainda tomo 15 comprimidos por dia, mas já me adaptei.”

Otimista, confessa que a doença lhe trouxe outra visão de vida, motivo pelo qual considera superar os problemas influenciados pela religião. “Sou budista desde os 17 anos, e considero ser um fator importante para o meu equilíbrio. Por que sofrer por antecipação? Tem gente que morre por causa de uma unha encravada. Sofra o que tiver que sofrer e desfrute o que deve ser desfrutado, considere tanto sofrimento como alegria em fatos da vida”, enfatiza.

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Leia o texto que Cláudio enviou para concluir sua história:

Nesses 10 dias internados não tinha muito tédio não, era uma visita atrás da outra de nossos lideres e companheiros preocupados, muitas ligações, muitos emails, torpedos. Era o tempo todo respondendo para todo mundo as condições de minha saúde. Nesses dias minha esposa se mostrou forte, mas na verdade estava esgotada e sem chão, pois se viu viúva. Muito triste decidiu que: “não quero isso pra mim não”. Só me resta agradecer por tudo que vivemos até hoje e o que vamos viver daqui pra frente juntos.

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