Amor e Sexo

19/08/2015 10:53 - Atualizado em 04/12/2016 10:20

Viagra para mulher é aprovado nos Estados Unidos

Medicamento atua na liberação de neurotransmissores cerebrais, ativando o desejo sexual.

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Redação

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Após ter sido rejeitado duas vezes pela Food and Drugs Administration (FDA), órgão norte-americano responsável pelo controle de alimentos e medicamentos, o chamado viagra para mulher foi aprovado nos Estados Unidos.

A droga flibanserina, com o nome comercial Addyi, é o primeiro medicamento com o objetivo de aumentar o apetite sexual feminino. A farmacêutica Sprout, responsável pela produção, já havia tentado aprovação em 2010 e 2013, sem sucesso.  

viagra para mulher

Viagra para mulher promete melhorar vida sexual

A novidade visa a melhorar o desejo sexual de ambos os sexos, mas todo o projeto de produção do medicamento tem como foco as mulheres. Vale lembrar que o Viagra e remédios similares masculinos têm o objetivo de criar ereções e não, especificamente, proporcionar mais desejo.

A flibanserina é um agente não hormonal que estimula os neurotransmissores do cérebro, evitando a perda de desejo sexual. Ele age dosando o nível de elementos químicos, como a serotonina e a dopamina.

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O “viagra para mulher” tem como principal objetivo tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo (TDSH). Ele tem como recomendação uma pílula por dia, antes de dormir, e foi aprovado apenas para mulheres que não estejam na menopausa.

Ao contrário do medicamento masculino, que é utilizado no dia da relação sexual, os efeitos do Addyi só podem ser percebidos de quatro a seis semanas após o início do tratamento.

Estudos sobre um teste clínico, divulgados pela própria FDA, revelaram que mulheres que utilizaram a flibanserina tiveram, em média, 4,4 experiências satisfatórias em um mês, contra 3,7 no grupo feminino que consumiu placebo e 2,7 antes do início da pesquisa.

A demora na aprovação do medicamento causou comoção de grupos feministas, que acusavam o órgão regulador de machismo.

Os riscos do tratamento

Apesar de ter sido aprovada, a FDA alerta que a droga pode trazer efeitos colaterais. Sintomas como náuseas, sonolência, queda na pressão arterial e desmaios são algumas das reações vinculadas ao medicamento.

Existe uma série de regras para prescrição e venda do medicamento. Uma questão que está causando divergência entre profissionais da saúde do mundo inteiro é que o Addyi não deve ser administrado por quem bebe álcool, pois aumentaria o risco de desmaios. Especialistas não acreditam que mulheres jovens que iniciarem o tratamento irão se abster de beber.

Alguns médicos acusam o órgão regulador americano de ter se sentido “acuado” frente aos ativistas e consideram a liberação um “ato de negligência”, devido aos possíveis efeitos para a saúde.

A venda nos Estados Unidos deverá iniciar em outubro e o preço ainda não foi definido. Acredita-se que a primeira preocupação da farmacêutica Sprout será a liberação do uso do medicamento em mulheres que já estiverem na menopausa. Ainda não há previsão sobre quando o medicamento deve chegar ao Brasil.

Você acredita que o “viagra para mulher” irá se popularizar ao redor do mundo? Qual a sua opinião sobre a novidade? Deixe um comentário! E continue de olho no Vivo Mais Saudável para conferir nossas dicas de amor e sexo.

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