Amor e Sexo

08/05/2015 04:02 - Atualizado em 18/10/2016 01:19

Tire suas dúvidas sobre contracepção e escolha o melhor método

A camisinha e a pílula são os métodos de contracepção mais comuns para prevenir uma gravidez.

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Redação

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Para quem deseja uma vida sexual ativa e segura, os métodos de contracepção podem ser considerados como essenciais. Além de prevenir uma gravidez indesejada, alternativas como a camisinha, por exemplo, protegem os parceiros de doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Segundo pesquisa da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), realizada em 2010, a pílula anticoncepcional é a opção número 1 de 23% das mulheres brasileiras. Entretanto, apesar desses dois métodos serem os mais utilizados, existem outras formas de contracepção disponíveis no mercado. Conheça mais sobre elas a seguir.

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Métodos de contracepção populares

Camisinha

Revestimento de borracha fina, que é colocado no pênis quando ele está enrijecido. A camisinha não permite que o esperma entre em contato com a vagina e também impede que micro-organismos causadores das DST/Aids sejam transmitidos de um parceiro para outro.

Alguns homens, ou mulheres, podem apresentar efeitos colaterais de alergia ao látex, que pode provocar vermelhidão ou inchaço. A taxa de falha da camisinha fica entre 14% em seu uso típico (que leva em conta uma série de fatores) e 3% no uso ideal (de forma correta e perfeitamente constante).

Contraceptivos orais

Além de inibir a ovulação, torna o muco cervical espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides. A pílula anticoncepcional pode ser administrada de três formas: cartela de 21 comprimidos (a mulher faz uma pausa de sete dias e continua o tratamento), de 24 comprimidos (quando a pausa é de quatro dias) e de uso contínuo (cartelas com 28 comprimidos).

A taxa de falha desse método de contracepção fica entre 6% a 8% em seu uso típico e de 0,1% em seu uso ideal - é considerada muito eficaz quando utilizada corretamente.

Tabelinha

Cálculo estimado de quando será o período fértil da mulher. A conta é feita a partir do primeiro dia da menstruação, ou seja, no período fértil, você deve evitar relações sexuais.

Entretanto, somente funciona para quem tem o ciclo menstrual regular e, mesmo assim, não é muito indicado porque é difícil ter a certeza de quais são os dias férteis da mulher. A taxa de falha fica entre 20% em seu uso típico e de 1% a 9% em seu uso ideal - seu nível de eficácia é relativo.

Coito interrompido

O homem ejacula para fora da vagina da mulher no ato sexual. O ato, apesar de ser considerado um método de contracepção, possui eficiência duvidosa. Sua taxa de falha é de 20% em seu uso típico e de 6% quando o uso é ideal.

Outros meios de contracepção

Diafragma

Membrana de borracha que serve como uma espécie de tampa dentro do colo do útero. O diafragma impede que o espermatozoide suba para as trompas. Para utilizar o diafragma, a mulher precisa da ajuda do ginecologista. Por meio de exames ginecológicos, o médico vai medir o tamanho certo para a cavidade uterina da paciente.

Encaixa-se o diafragma na cavidade uterina até seis horas antes da relação sexual e retira-se 24 horas depois. Para os ginecologistas, além de não ser um método prático, a margem de erro do diafragma é muito alta. A taxa de falha fica entre 19% em seu uso típico e 4% em seu uso ideal.

Dispositivo intrauterino (DIU)

Existem dois tipos de DIU: o de cobre e o medicado - quando o aparelho possui em suas hastes uma dose de progestágeno. O feito de cobre dura por até 10 anos. O medicado pode ficar no corpo da mulher por cerca de cinco anos.

Quando o DIU está instalado na cavidade uterina, dificulta a passagem do espermatozoide, altera as condições da parede do útero que segura o embrião fecundado e também age nas trompas.

O DIU precisa ser colocado por um ginecologista. É de fácil reversão e a mulher pode engravidar imediatamente após a retirada. Sua taxa de falha fica entre 0,8% em seu uso típico e 0,6% para o uso ideal - é considerado como muito eficaz.

Ainda existem outros métodos de contracepção, como a camisinha feminina, os contraceptivos injetáveis, os implantes, anéis vaginais, adesivos cutâneos e pílula do dia seguinte. Opções definitivas, como a vasectomia (para homens) e o ligamento das trompas (para as mulheres), também podem ser consideradas como métodos contraceptivos.

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contraceptivos
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