Amor e Sexo

05/02/2015 09:26 - Atualizado em 01/01/2017 04:37

Sexo sem camisinha aumenta entre os brasileiros: Previna-se

Índice de pessoas que fazem sexo sem camisinha pode explicar alto índice de Aids no país.

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Redação

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O Ministério da Saúde publicou, no início de 2015, um estudo realizado com a população brasileira, a fim de entender seu padrão de comportamento sexual. O alto índice de brasileiros que fazem sexo sem camisinha deixou as autoridades em alerta. A falta de segurança nas relações pode ser motivo do aumento de outros índices, como o de casos de Aids no país.

sexo sem camisinha

Sexo sem camisinha: As doenças

A importância do uso do preservativo não é desconhecida pelos brasileiros: 94% deles sabem que o sexo sem camisinha coloca a saúde em risco. Nem por isso, os índices de pessoas que se protegem são os mesmos. O estudo do Ministério da Saúde mostrou que 45% dos brasileiros sexualmente ativos não utilizam preservativos em suas relações.

Os agentes do governo entrevistaram cerca de 12 mil pessoas com idades entre 15 e 64 anos, moradoras de todas as regiões do país. Em 2013, ano da pesquisa, 12,1% dos brasileiros haviam se relacionado com mais de cinco parceiros em um ano. Em 2004, último ano em que o estudo havia sido realizado, esse índice era de 4,1%.

Também cresceu o número de pessoas que tiveram mais de dez parceiros sexuais durante toda a vida. O estudo de 2004 registrava um índice de 19% da população sexualmente ativa entre 15 e 64 anos. A pesquisa de 2013 marcou um aumento significativo nos índices. Os dados atuais apontam que 43% dessa população já se relacionou com mais de dez pessoas.

Quando o número de parceiros sexuais aumenta, o risco de exposição às doenças sexualmente transmissíveis também cresce. O problema fica ainda mais preocupante quando o número de pessoas que fazem sexo sem camisinha segue um ritmo inversamente proporcional. Ou seja, o risco de contrair doenças como a Aids fica potencializado.

Os dados podem explicar o alto número de brasileiros portadores do vírus HIV. Mesmo que os números sejam mais baixos que alguns anos atrás, estima-se que 734 mil brasileiros sejam soropositivos. É um grau de incidência de 20,4 casos para cada 100 mil habitantes. Em estados específicos, como o Rio Grande do Sul, o índice sobe para 44,3.

A divulgação das informações fez com que o Ministério Público mudasse o enfoque de sua campanha para o Carnaval. Serão distribuídos mais de 120 milhões de preservativos para evitar que a euforia da festa faça crescer a ocorrência de DSTs no Brasil. A publicidade veiculada buscará mostrar a importância do exame de HIV, gratuito pelo SUS.

Sexo sem camisinha: O aborto

O Ministério da Saúde também relaciona os índices de brasileiros que fazem sexo sem camisinha ao alto índice de abortos no país, mesmo que a prática seja ilegal. Os abortos clandestinos são frequentes e perigosos, já que não dão à paciente a estrutura e o suporte necessários para a situação.

Um estudo anterior, também realizado pelo governo, mostrou que quase um terço das brasileiras entre 14 e 20 anos já haviam engravidado ao menos uma vez. No mesmo grupo, o índice de abortos atingiu 12%.

Fazer sexo sem camisinha é aumentar vertiginosamente os riscos de uma gravidez indesejada. Por isso, o preservativo é item indispensável na relação sexual.

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