Amor e Sexo

04/08/2014 05:15 - Atualizado em 03/12/2016 08:55

Sexo na terceira idade, sim! Conheça um casal do clube da maturidade

José Alves e Maria Eugênia estão juntos há cinco anos e tem uma vida sexual bastante saudável.

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Redação

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A vida sexual pode ser muito mais proveitosa e saudável após os 60 anos. O casal José Alves Cardoso e Maria Eugênia namora, beija, dança e transa com frequência. Sim! E com muito mais carinho, eles destacam. Leia a história desse casal super simpático e aproveita para pegar umas dicas.

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Quem diz que não há vida sexual na terceira idade está por fora. José Alves Cardoso, 75 anos, e a esposa Maria Eugênia, 77, estão com ela super em dia. Após o fim de outros relacionamentos, em 2010, os dois se conheceram em um dos eventos do Clube da Maturidade, entidade sem fins lucrativos no qual ele é presidente, criado para divertir amigos da mesma faixa etária.

Três meses após um convívio diário, José e Maria Eugênia transaram. "Lembro que falamos muito sobre nossos propósitos de vida a dois, decidimos, então, conscientemente, colocar em prática”, ele conta. Ah! E sobre o sexo, José revela que, por mês, eles transam 3 a 4 vezes. Mas quantidade pouco importa, são momentos de muito prazer e carinho. “Sempre estamos aprendendo. Com a Maria Eugênia, minha senhora, não foi diferente. Há frescor, tranquilidade, amor amadurecidos, sem as correrias de quando somos mais novos. Temos tempo suficiente para carinhos, afagos e uma amplidão de ternuras.”

Sem fetiches

Durante os encontros, o casal dispensa qualquer tipo de fetiche e comprimidos para se satisfazer sexualmente. “Não sou de fetiches. O amor incondicional e a atração física que sinto por José são suficientes para uma relação saudável e gratificante”, Maria Eugênia conta. “Nunca usei tal comprimido, porque ainda não sinto necessidade para desempenhar o ato sexual. Há razões plausíveis, acho apenas que deve ter o aconselhamento médico por conta das restrições”, diz José.

Diante de tanto carinho, José afirma que essa é a melhor fase para uma vida sexual saudável, após os 60 anos. “Evidente que a tendência é a redução da libido. Na maturidade, é normal acontecer arrefecimento, mas sempre falo que devemos caminhar, um ao lado do outro, de mãos dadas, ambos se protegendo. Não se deve, no apagar das luzes, fazer diferente. Andamos de mãos dadas para confirmar o companheirismo e o amor, pois apenas, e simplesmente, um toque, um beijo e um abraço tornam o ato sexual um dos mais espetaculares quando apenas nos restar somente isso. É a continuação do orgasmo da vida", conclui José.

Gostou da história? Aí vão algumas pérolas do casal:

José Alves Cardoso

"O sexo na terceira idade é melhor do que na juventude."

"Para se ter uma vida sexual na  terceira idade, é necessário ter cuidado em relação às doenças sexualmente transmissíveis."


Maria Eugênia

"Amar  com  ternura  e  sem  pressa  é  o  que  aprendi  com  meu  marido."

"O sexo  na  terceira  idade,  creio  eu,  já  não  nos  permite  mais  os  excessos  da  juventude, mas é um sexo gratificante."

Para também falar sobre a importância do sexo na terceira idade, o Vivo Mais Saudável conversou com o gerontólogo Eduardo Bonini. Veja o que ele escreveu sobre o tema:


Artigo Sexualidade na terceira idade

As mudanças do corpo humano com o processo de envelhecimento são inúmeras. A pele fica mais flácida, os ossos mais fracos e o fôlego... Ah, o fôlego já não é mais o mesmo. Verdade?

Em partes, as mudanças realmente ocorrem, mas a vontade de permanecer com uma vida sexualmente ativa é uma realidade, principalmente naqueles idosos jovens (com quase 60 anos).

Ao invés de eu explicar aqui as mudanças fisiológicas do organismo, com o propósito de justificar a diminuição de libido ou o aumento da mesma, acredito que seja mais interessante comentar sobre o comportamento do idoso diante do sexo nessa fase, que para muitos ainda é considerado um tabu.

Já tive diversos casos de pacientes que foram ao meu consultório para reabilitação gerontológica e que ao longo do tratamento se sentiram confortáveis em falar sobre rotina sexual.

Alguns pacientes que relataram ter vida sexual ativa mais intensa, e que sentiram as mudanças do organismo, revelaram que facilmente contornam a situação utilizando algumas estratégias.

Essas estratégias variam de acordo com cada caso, mas a grande maioria adotou novas posturas ou posições que facilitam a realizaço do ato sexual. Perceberam que existem formas de facilitar a situação e aprenderam usar e sentir o corpo de outra forma.

Pacientes que realizam atividade fisica frequente, normalmente são mais dispostos e acabam tendo mais consciência de seu corpo, o que ajuda muito neste momento. Pessoas mais sedentárias possuem menos este conhecimento, e pelo próprio processo de mudança do sistema somato-sensorial (assunto para um próximo artigo) acabam acreditando, muitas vezes, que não são mais capazes de desempenhar esta função sexual tão prazerosamente.

O autoconhecimento do corpo é fundamental para as adaptações necessárias nessa etapa da vida, ainda mais quando envolve o tema sexo que ainda é dificilmente conversado com esse público.

 

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