Amor e Sexo

02/06/2015 03:40 - Atualizado em 30/11/2016 05:14

Roberta e Juliana: mães de duas meninas, Olívia e Helena

Elas ainda sentem que muitas pessoas não as olham com naturalidade. Mas o amor fala mais alto e a coragem de ser feliz também.

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Redação

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Roberta e Juliana estão juntas há dois anos a base de muito amor e compreensão. No início, elas enfrentaram o preconceito contra a homossexualidade, mas conseguiram tirar de letra e seguiram em frente. Hoje, há mais dois motivos de muito orgulho: as gêmeas Olívia e Helena.  Conheça o quarteto delas!

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Roberta Santiago, 30 anos, e Juliana Guimarães, 36, se conheceram durante uma festa e logo começaram a namorar. As duas já tinham vivido outros relacionamentos, mas dessa vez parecia diferente, uma relação estável, as duas então partiram para uma decisão maior: a maternidade.

Mas como colocar a gravidez em prática? Roberta cogitava adoção, mas a inseminação artificial ganhou maior peso com a iniciativa de Juliana que, depois de muita conversa, optou por passar pela gestação. "Eu sempre quis ser mãe e queria muito ter filhos gerados por mim. O momento certo do tratamento veio naturalmente: começamos a olhar sites sobre o assunto, ligamos para uma clínica conceituada aqui de Niterói (onde moram) e agendamos logo uma consulta", conta Juliana, que teve todo o apoio da companheira. "Começamos a nos planejar, economizamos dinheiro e vendemos um carro para realizar a inseminação", lembra Roberta.

Em 26 de maio, as gêmeas Olívia e Helena nasceram na maternidade São Francisco, em Niterói. Com tanto carinho, Juliana destaca que o apoio da família e dos amigos foi fundamental para a felicidade do casal. "Todos se envolveram em todas as fases da gestação, participaram ativamente da nossa espera, vibraram a cada nova notícia boa. Amigos e familiares ficaram felizes em dobro quando soubemos que eram gêmeas.", diz Juliana.

Ser diferente ou apenas não ser como a maioria?

Roberta está feliz com cada atitude carinhosa de sua mãe. Desde nova, a jornalista sentia que a mãe não apoiava a sua orientação sexual, mesmo as duas tendo um ótimo convívio. Atualmente, a relação entre mãe e filha continua harmoniosa e, segundo Roberta, deve-se à chegada das gêmeas. "Tive que lidar com a estranheza por algum tempo. Acho que Olívia e Helena geraram impacto positivo. Hoje minha mãe pergunta pelas meninas, e acredito que esse afeto é um processo de construção dela.", explica Roberta.

Em outro caso, Roberta se sentiu constrangida dentro da maternidade na UTI Pré-Natal. No momento da primeira visita, ela foi abordada por uma funcionária que se surpreendeu com o caso. "A menina olhou para mim estranho e perguntou quem era o pai. Eu expliquei a situação, acho que ela não entendeu de imediato, e ela insistiu que precisava de uma referência masculina para dar entrada na unidade. Fui obrigada a explicar que eu era o pai das meninas. Não somente ela, mas outras mães olhavam para mim e Juliana de forma amena.", conta Roberta.

O preconceito não é algo que as preocupa. Com segurança na relação, Roberta cogita a possibilidade futura de aumentar ainda mais a família. "Estamos muito felizes. Um dia pretendo também ter filhos gerados por mim, talvez possa até ser outra gestação de gêmeos, mas para isso precisamos de muito dinheiro.", comenta Roberta, super feliz com as recém-nascidas.

Gostou da história da Roberta e da Juliana? Então deixe seu comentário, e conheça a história de vários casais no Especial Namorados.

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