Amor e Sexo

05/02/2015 01:32 - Atualizado em 24/11/2016 04:19

Poliamor: Conheça múltiplas formas de amar

Honestidade e liberdade são o centro das relações de poliamor. Entenda a prática.

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Redação

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Poliamor, como o próprio nome sugere, é uma relação na qual existe mais que um amor. Nela há a liberdade de se amar, além de um companheiro, quantos parceiros a pessoa quiser, inclusive fazendo planos e criando rotinas com eles.

poliamor

Poliamor não é promiscuidade

Numa linha muito tênue de entendimento, o poliamor, obviamente, não segue o modelo da monogamia, porém está longe da promiscuidade. Essa é definida por um comportamento sexual sem regras, casual e acima de qualquer conceito religioso ou social.

Já o poliamor não tem como objetivo tornar a relação promíscua, mas aberta a novos laços afetivos. Nesse tipo de relacionamento a honestidade é o centro de tudo. Todos os envolvidos conhecem a situação e se sentem à vontade com essa possibilidade.

Da mesma forma, esse tipo de relacionamento não pode ser confundido com poligamia (relação no qual o homem é casado com várias mulheres) ou poliandria (uma mulher casada com vários homens).

Direitos iguais regem a união. Uma mulher pode ter relações com vários homens, porém ele também pode manter um relacionamento com outras mulheres, caso queira. Cada uma dessas mulheres, por sua vez, podem ter outros relacionamentos amorosos - todos abertos e com o conhecimento dos envolvidos, sem traição.

Outra característica é que a relação acontece independentemente de gênero ou orientação sexual. Mais importante que saber se a pessoa é heterossexual, bissexual ou homossexual, é estar ciente que a relação é baseada no amor entre pessoas e essa deve existir com respeito e responsabilidade.

Famílias redefinidas

A prática faz vir à tona um novo modelo familiar: as famílias poliamorosas. Nelas, todos convivem sob o mesmo teto, inclusive os filhos, conscientes da escolha da família de viver esse tipo de relação.

A pesquisadora Elisabeth Sheff, da Georgia State University, estudou mais de cem membros de familias poliamorosas com crianças, cujas idades iam de cinco a 17 anos. Sua pesquisa mostrou que os filhos entre cinco e oito anos não tinham noção de que suas famílias eram diferentes.

Já os entre nove e 12 sabiam, mas não se importavam. Os adolescentes foram mais enfáticos em defender suas famílias, impondo a filosofia do "se você acha que algo está errado conosco, prove. Para nós, está tudo bem".

O fato de viverem em uma família poliamorosa não desperta necessariamente nos filhos a vontade de seguir o mesmo modelo. Alguns, que se identificam com a prática, querem constituir famílias semelhantes. Outros não demonstraram interesses em copiar o estilo adotado pelos pais.

As vantagens do poliamor

Nessa relação de muitos amores, há a aceitação de que existem sentimentos que não são direcionados a uma única pessoa, mas sim a várias e ao mesmo tempo. Isso não se restringe ao ato sexual, estendendo-se ao afeto e a relações mais consistentes e duradouras.

O ciúme, como é conhecido pelos que têm relações monogâmicas, não existe. No poliamor, a pessoa pode ser casada e amar tanto o cônjuge quanto outro indivíduo. As relações coexistem sem se tornarem tóxicas e prejudiciais entre si.

Tendo a sinceridade e, principalmente, a honestidade como eixo principal, o poliamor afasta um dos maiores males das relações monogâmicas, que é a insegurança. Como todos os envolvidos estão a par do funcionamento sistêmico da relação, esse sentimento de perda desaparece.

E, existindo a liberdade de amar, o "desamar" também é livre. Permanecer na relação ou sair dela é facultado a cada um que não se sentir mais confortável com a situação ou que encontre novas formas de amar.

E você, embarcaria numa relação poliamorosa? Conte para nós! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar por dentro de todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

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sexualidade
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