Amor e Sexo

10/08/2015 09:56 - Atualizado em 10/11/2016 04:20

Perca o medo de falar sobre sexo na adolescência

O período é de mudanças corporais e psicológicas, por isso os pais precisam dar apoio.

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Redação

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Você sabe como conversar sobre iniciação sexual com seu filho? O sexo na adolescência abre um leque de dúvidas para os pais e para os jovens, principalmente quando o ponto é descobrir o modo de inserir o assunto na família.

Os adolescentes, muitas vezes despreparados física e psicologicamente, tendem a cometer erros, sem a orientação necessária. Por isso, eles se tornam um grupo de risco para gravidez não planejada e contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Tire suas dúvidas e veja como abordar a sexualidade com seu filho adolescente.

sexo na adolescencia

De acordo com Andréia Reis, psicóloga e palestrante do Núcleo de Atendimento Psicológico de Novo Hamburgo-RS (NAP), o desejo e a curiosidade sobre o sexo na adolescência despertam junto com a puberdade, as tais mudanças corporais.

“De fato, a maturidade sexual só acontece na vida adulta. O adolescente experimenta as mudanças, muitas vezes abruptas, durante toda essa fase, descobrindo-se aos poucos por meio de  sensações, sentimentos e dúvidas”, explica.

Sexo na adolescência: É cedo?

Segundo Andréia, o ambiente familiar e a forma como o sexo na adolescência é tratado pela família influenciam o adolescente de forma direta, durante sua iniciação sexual. Para ela, de certa forma, os jovens têm dado início às relações sexuais precocemente devido aos estímulos recebidos ainda crianças, através de músicas, filmes, jogos e o uso sem vigilância da internet.

“Todos têm celular com acesso à internet já com 10 anos ou menos. Assistem a vídeos eróticos sem entender exatamente o que estão vendo. Dessa forma, crescem com uma visão distorcida do ato sexual”, destaca.

Em um pesquisa realizada em 2012 pelo Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 58% dos adolescentes entrevistados afirmaram ter iniciado a vida sexual entre 15 e 16 anos.

O estudo ouviu 3 mil jovens de quatro capitais brasileiras: São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Curitiba. Dos 750 entrevistados na capital paulista, 77% não usaram métodos anticoncepcionais na primeira relação sexual, enquanto 63% tiveram a relação no primeiro encontro.

Como abordar o sexo na adolescência

Junto com as mudanças corporais e psicológicas dos adolescentes, surgem as dúvidas. Muitas vezes, o sexo é um tabu dentro das famílias. É normal que os pais tenham receio de tocar no assunto, ou até tenham dúvidas de como iniciar a conversa, assim como os filhos podem ter medo de serem repreendidos caso comecem a se interessar pelo tema.

É importante que os pais criem um espaço de diálogo com os adolescentes. Além disso, professores e profissionais da saúde também podem auxiliar os jovens na hora das dúvidas e dos medos.

Segundo Andréia, é importante que os pais conversem somente sobre as dúvidas trazidas pelos filhos e não criem palestras longas com características de sermão. Uma dica da psicóloga é dar respostas objetivas, sem rodeios e fantasias.

“Um exemplo é quando aparece alguma notícia ou a família fica sabendo algo associado ao assunto. A partir disso, comente e reflita com os filhos a respeito. O que os jovens têm muito atualmente é informação sobre sexualidade, mas é preciso ajudá-los a compreender e agir com consciência diante desse universo que está se descortinando com tanta força em suas vidas”, aconselha a especialista.

Como você fala de sexualidade com os seus filhos? É um assunto constrangedor ou natural? Deixe seu comentário! Você pode ajudar outros leitores do Vivo Mais Saudável.

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